terça-feira, 29 de outubro de 2013

A TRADIÇÃO DE PEDIR OS BOLINHOS NOS SANTOS

Tradição dos Bolinhos na minha terra natal
Chaveira de Cardigos
Óleo sobre tela
G.T. D.
Pão-por-Deus, Ou Bolinhos, Bolinhos em Louvor dos seus Santinhos
Em Portugal, no Dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir os bolinhos  de porta em porta. As crianças quando pedem recitam a frase: “Bolinhos bolinhos em louvor dos seus santinhos” e recebem como oferta: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou 'Dia do Bolinho'.
Esta tradição já era registada no século XV. Tem origem no ritual pagão do culto dos mortos, com raízes milenares. Em 1756, também se cumpriu, 1 ano após o terremoto que destruiu Lisboa em 1º de Novembro de 1755 em que morreram milhares de pessoas e a população da cidade - na sua maioria pobre - ainda mais pobre ficou.
Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a tradição para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de manter uma tradição que lembrava os seus mortos.
As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".
Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração.
Nas décadas de 60 e 70 do séc. XX, a data passou a ser comemorada, mais de forma lúdica, do que pelas razões que criaram a tradição e havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas:
Só podiam pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).
As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia.
Na freguesia de Cardigos, concelho de Mação, distrito de Santarém, ainda existe a tradição de pedir os bolinhos, no dia 1 de Novembro, que este ano será no dia 3 de Novembro, visto ter acabado o dia santo e ter passado para o domingo seguinte.
Do meu tempo de criança lembro-me muito bem de também ir pedir os bolinhos, dizendo sempre: Ó tia, bolinhos, bolinhos, em louvor dos seus santinhos.
A minha madrinha dava-me sempre uma capeluda de pão de trigo e as outras pessoas davam tremoços, castanhas, bolinhos. Agora começaram a dar moedinhas, para além de algumas guloseimas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

MAGUSTO NO PROJETO ESCOLA DE ARTES DA CHAVEIRA DE CARDIGOS, MAÇÃO, SANTARÉM

grupo de fãs de voluntariado e artesanato do PEAC a cortar castanhas para o magusto de S. Martinho

POEMA

Castanha,
 tens a cor do teu nome;
és um fruto   agradável
que dá gosto comer,
por ser tão saudável !

Castanha,
Com os teus magustos
Consegues elos de união;
Proporcionando convívios
Com toda a animação!

Castanha,
Do castanheiro oriunda;
és linda e tão saborosa,
que com emoção profunda
te sentes toda vaidosa!

Castanha,
no Outono és colhida
Nessa estação apreciada
por muitos és comida
e muito bem saboreada!

Castanha,
 com a bela jeropiga
Continuas a encantar
e como uma cantiga
a todos vens alegrar!

Gracinda Tavares Dias

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MARMELADA E GELEIA DE MARMELO






marmelos
Marmelada

Ingredientes:

1kg de marmelo limpo
1kg de açúcar
1dl de água

Preparação:

Levar os marmelos cortados em pedaços ao lume com o açúcar e a água. Deixar cozer bem. Quando tudo estiver cozido, reduzir a puré com a varinha mágica, de modo a ficar uma mistura homogénea. Deixar ferver mais um pouco até atingir o ponto de estrada.
Deitar em tacinhas e deixar secar com uma tampa de papel vegetal embebida em aguardente.


Geleia de Marmelo

Colocar todos os caroços dos marmelos, cascas e pedaços grandes ou até inteiros, num tacho e juntar água.
Deixar esta mistura ferver, o que demora algum tempo, até reduzir bastante. Coar a mistura por uma gaze fininha, e medir o líquido, agora limpo de impurezas.
Por cada litro de líquido, juntar 1kg de açúcar. Levar novamente ao lume a ferver até atingir o ponto desejado, mais ou menos espessa.

Bom Apetite!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

RECEITA ATUAL E TRADICIONAL DAS PAPAS DE MILHO



RECEITA ATUAL COM MUITAS MISTURAS
papas de farinha de carolo de milho


RECEITA DAS PAPAS DE MILHO


RECEITA ATUAL



Tempo de Preparação: 10 min.

Quantidade: 4 porções.

Ingredientes

1 Chávena de Chá de Carolo de farinha de milho

2 Chávenas de Chá de leite 

1 Chávena de Chá de água

1 casca de limão

1 pau de canela

2 colheres de sopa de açúcar amarelo

sal q.b.

azeite q.b.

um pouco de farinha de trigo

um pacote de leite creme, no fim

canela em pó q.b.

mel

Preparação

1. Coloque o azeite, o leite e a água num tacho, juntamente com o pau de canela e a casca de limão. Acrescente a farinha de milho e o açúcar e leve ao lume. Vá mexendo com frequência.

2. Quando estiver a ferver, coloque em lume brando e continue a mexer até todo o líquido ser absorvido.

3. Quando a consistência for cremosa e idêntica ao arroz doce, retire do lume. Retire o pau de canela e a casca de limão.

4. Acrescente canela em pó. Coloque num prato e sirva. As papas podem comer-se quentes ou frias.

5. Misture mel, se gostar




caçarola de barro em cima dos trempes à espera que lhe acendam o lume e façam nela as papas de milho tradicionais

Local: PEAC ( Projeto Escola de Artes da Chaveira de Cardigos)

RECEITA DAS PAPAS DE MILHO TRADICIONAIS

caçarola de barro no lume da lareira em cima de uns trempes
azeite no fundo ou banha ou toucinho derretido
água a ferver
Ir deitando a farinha de carolo de milho aos poucos e mexendo sempre, com uma colher de pau, para não encaroçar e ter sempre à mão um garfo para desfazer se encaroçar mesmo assim.
Convém ter sempre água quente ao lado para acrescentar, se necessário.
No final, o lume deve ser mais fraco.

Nota: naquele tempo toda a família comia da caçarola onde se faziam as papas e todos ansiavam pelo esturro que se formava no fundo, que era delicioso.

Por vezes, acrescentavam um pouco de açúcar amarelo nas papas.


 

TRADIÇÕES: OS TRABALHOS RELACIONADOS COM O MILHO



título: Pão e outros elementos
Técnica: óleo s/tela
Autora Gracinda Tavares Dias


A REGA DO MILHO
 
                                            antiga nora (engenho para tirar água do poço)

Um animal andava à volta da nora e com o movimento circular de vai vem, através de alcatruzes, a água era despejada num reservatório mais alto e vertida através de regos pelo meio do milho e encaminhada através de leiras e tranços para o milho ficar regado.

Nos dias de hoje, a água é tirada com um motor de rega e água-se com uma mangueira.

Para grandes extensões de cultivo usam-se sistemas de rega automática.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

DIA DOS ANIMAIS E DE S. FRANCISCO DE ASSIS

Cavalo de um Veterinário que o trata muito bem





A mãe Blimunda e o filho Sheldon e a filha Blimundinha
muito bem estimadas em Lameira, Mação
 
 
 
perdigueiro dormindo à porta da clínica veterinária
 


DIA DO ANIMAL E DE S. FRANCISCO DE ASSIS


Quatro de outubro é o Dia dos Animais, a mesma data em que se festeja o dia de São Francisco de Assis. E não é coincidência, pois esse santo é o protetor dos animais. Ele sempre se referia aos bichos como irmãos: irmão fera, irmã leoa. São Francisco de Assis também amava as plantas e toda a natureza: irmão sol, irmã lua... São expressões comuns na fala do santo, um dos mais populares até os nossos dias.
Nascido na cidade de Assis, em 1182, Francisco (quando ainda não era santo) tentou ser comerciante, mas não teve sucesso. Nas cruzadas, lutou pela fé, mas com objetivos individuais de se destacar e alcançar glórias e vitórias.
Até que um dia, segundo contam livros com a história de sua vida, Francisco recebeu um chamado de Deus, largou tudo e passou a viver como errante, sem destino e maltrapilho. Desde então, adotou um estilo de vida baseado na pobreza, na simplicidade de vida e no amor total a todas as criaturas.
Dia dos Animais

Nem sempre foi assim

Em tempos remotos, a quantidade de animais e plantas no planeta era tanta, que o homem não chegava a representar qualquer tipo de ameaça às espécies existentes. Hoje em dia, no entanto, a situação é bem outra: somos mais de seis bilhões de pessoas no mundo, com práticas e atitudes que vêm diminuindo a população dos animais e também a das plantas e organismos vivos da terra.
O comércio ilegal de inúmeras espécies, além da destruição dos ecossistemas naturais, vêm a ser as duas grandes ameaças à sobrevivência da vida silvestre. No Brasil, são mais de 200 espécies da fauna e mais de 100 da flora que estão condenadas à extinção, caso nenhuma medida seja tomada a respeito com o intuito de protegê-las. Entre os vegetais, o mogno é uma árvore sob ameaça de desaparecer, assim como a arara azul e o mico-leão-dourado são animais em vias de sumir do planeta. Mexer com a flora é também mexer com a fauna, desequilibrando a relação bicho-habitat.

Animais também têm direitos

"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade".
Leonardo da Vinci (1452-1519)
Como vocês podem ver, há cinco séculos já havia a preocupação com os animais. Mas foi só em 1978 que os seus direitos foram registrados, quando a UNESCO aprovou a Declaração Universal dos Direitos do Animal. O Dr. Georges Heuse, secretário geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana e cientista ilustre, foi quem propôs esta Declaração. Você confere a seguir o texto do documento, que foi assinado por vários países, inclusive o Brasil.

Declaração Universal dos Direitos do Animal

Art. 1º - Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Art. 2º - O homem, como a espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.
Art. 3º - Todo animal tem direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.
Art. 4º - Todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se; Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.
Art. 5º - Todo animal pertencente a uma espécie ambientada tradicionalmente na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e de liberdade que forem próprias de sua espécie; Toda modificação deste ritmo ou destas condições, que forem impostas pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.
Art. 6º - Todo animal escolhido pelo homem como companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural; Abandonar um animal é ação cruel e degradante.
Art. 7º - Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e intensidade desse trabalho, alimentação reparadora e repouso.
Art. 8º - A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentação médica, científica, comercial ou de qualquer outra modalidade; As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Art. 9º - Se um animal for criado para alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.
Art. 10º - Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem; As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal.
Art. 11º - Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.
Art. 12º - Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens, constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie; A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Art. 13º - O animal morto deve ser tratado com respeito; As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar ofensa aos direitos do animal.
Art. 14º - Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental;
Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos.
Fonte: www.ibge.gov.br

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CULTURA: CONTINUAÇÃO DA PINTURA DE GRACINDA TAVARES DIAS

As costureiras
óleo s/tela
GTD
 
As fiadeiras
óleo s/tela
GTD
 
 
                                                                       As fiadeiras
                                                                        óleo s/tela
                                                                             GTD

                                                                   Casa da Lameira
                                                                        óleo s/tela
                                                                              GTD

                                                          Casa de Palmela Village
                                                                     óleo s/tela
                                                                          GTD

                                                            Parte da Chaveira e Chaveirinha
                                                                             óleo s/tela
                                                                                 GTD


aldeia de Mesão Frio
óleo s/tela
GTD