quarta-feira, 19 de novembro de 2014

AMOR VERDADEIRO

Amor verdadeiro é aquele onde duas pessoas se amam, independente das situações e problemas que  possam viver. O amor verdadeiro é aquele onde nada abala e que resiste a qualquer dificuldade em que o casal se une nos momentos ruins e celebra todos os momentos alegres juntos.
Amor verdadeiro é um tema muito discutido, muitas pessoas duvidam se ele realmente existe. Com a promiscuidade existente, muitas pessoas deixaram de acreditar no amor verdadeiro, e isso geralmente acontece depois de vivenciar experiências ruins, como traição, falta de confiança, humilhação etc.
Alguns afirmam que o amor verdadeiro só acontece quando as duas pessoas têm amor por elas próprias. De igual forma, o amor verdadeiro vai muito além do romantismo e do erotismo, é uma questão de empenho, trabalho, cuidado e um forte compromisso diário.
Muitas pessoas acreditam que o cada um constrói seu próprio amor verdadeiro, não existem padrões, existem as qualidades e exigências que fazem cada um feliz, de acordo com suas preferências e vontades.
O amor verdadeiro é diferente da paixão, ele não se concentra em coisas fúteis e pequenas, ele se preocupa com o grande, com os sentimentos, com os benefícios que o relacionamento traz, mas o amor verdadeiro não é necessariamente eterno. Muitas vezes um amor verdadeiro morre quando uma das partes envolvidas quebra a confiança existente.
Muitas vezes o amor verdadeiro está relacionado com temas religiosos ou com Deus, porque quem acredita em Deus, acredita que Ele é a fonte de amor, e demonstra um amor verdadeiro aos seres humanos.
É muito comum encontrar pessoas que sentem uma forte necessidade de encontrar o amor verdadeiro e expressar o amor verdadeiro que sentem por outra pessoa. Hoje em dia, existem várias páginas e comunidades dedicadas ao amor verdadeiro em várias redes sociais como o facebook, com partilha de fotos e poemas sobre amor verdadeiro.
Nicholas Sparks, escritor americano de vários romances populares afirma: "Finalmente entendi o que significa o verdadeiro amor. Amor quer dizer que você se importa mais com a felicidade da outra pessoa do que a sua própria. Não importa o quão dolorosas sejam as escolhas que você tiver que enfrentar

AMOR AO LONGO DOS TEMPOS

 Desde a Pré-História até o século XXI, as vivências do amor e do sexo têm sido moldadas culturalmente. Dogmas religiosos, interesses políticos, aspectos morais, econômicos e sociais e paradigmas de vários tipos foram influenciando os comportamentos de homens e mulheres. Constantes mutações ocorreram. Se houve um período em que a participação masculina na procriação foi ignorada, haveria outro em que a certeza da paternidade faria dos homens senhores absolutos e, das mulheres, criaturas submissas e cativas em seus próprios lares. Durante a Antiguidade Clássica, por exemplo, os gregos entendiam o amor como distração ou aflição imposta pelos deuses, e a relação entre dois homens era vista como exercício de força e virtude. Na Idade Média surgia o cavalheirismo, a corte e a renúncia total ao corpo. Todavia, a repressão do desejo jamais se processa impunemente. Antes da revolução sexual promovida no século XX pelo surgimento da pílula e dos movimentos feminista e gay, milhares foram queimados em fogueiras pela associação do erotismo ao demônio. O namoro virtual na internet tem suas correspondências com épocas anteriores. Embates, repetições, fraqueza, força, virtude, pecado, glória ou perdição, liberdade ou posse, dissociados ou inseparáveis, vinculados ao casamento, à monogamia ou à infidelidade, sempre estiveram presentes nas relações humanas. Enfim, depois da longa viagem, Regina escreve, ao final, que cada época constrói suas experiências amorosas de modo diferente e revela como o amor se modificou em importância e qualidade ao longo dos tempos. Ela reflete que valores e crenças do passado ainda nos afetam, muitas vezes limitando nossas vidas. Mas também mostra que existe a opção de não repetir as experiências anteriores e buscar mais satisfação e prazer, com atitudes mais libertadoras. É uma questão de escolha, diz ela, depois de mapear milênios de história e de lançar um olhar corajoso sobre o velho tema

VÁRIOS TIPOS DE AMOR

Amor é um sentimento de carinho e demonstrações de afeto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar. O amor motiva a necessidade de proteção e pode se manifestar de diferentes formas: amor materno ou paterno, amor entre irmãos (fraterno), amor físico, amor platônico, amor à vida, amor pela Natureza, amor pelos animais, amor altruísta, amor-próprio, etc.
O amor físico ou Eros representa o amor entre casais, sentimento que envolve uma forte ligação afetiva e, em geral, uma ligação de natureza sexual.  É normalmente simbolizado através do desenho de um coração e o cupido é a figura mitológica que personifica o amor.
O amor provoca entusiasmo por algo e interesse em fazer o bem, por exemplo, amor à natureza ou amor aos animais. O amor a Deus demonstra uma ligação de caráter religioso, um sentimento de devoção e adoração. O amor de Deus é conhecido como amor Ágape, que é incondicional, único e impossível de ser descrito com exatidão. O amor a Deus é um mandamento em muitas religiões, não só as cristãs.
Muitas pessoas expressam os seus sentimentos mais profundos através de mensagens de amor, declarações de amor ou poemas de amor, que são compartilhadas com pessoas especiais. O amor também tem um papel social, alimentando outros ações e sentimentos como a solidariedade.
Um amor proibido acontece quando duas pessoas não podem estar juntas, quando o relacionamento entre elas não é permitido. Um caso de amor proibido é o de Romeu e Julieta, porque as suas famílias eram rivais. Muitas vezes os amores proibidos são os mais almejados.
Amor é um termo popular para designar uma pessoa encantadora, agradável, gentil e simpática. O termo pode ser usado como adjetivo "a criança é um amor" ou vocativo "amor, estou aqui".
Existem várias definições e tipos de amor, que são diferentes dependendo das pessoas e circunstâncias.

CANTIGAS DE AMIGO

Na lírica medieval galego-portuguesa uma cantiga de amigo é uma composição breve e singela posta na voz de uma mulher apaixonada. Devem o seu nome ao facto de que na maior parte delas aparece a palavra amigo, com o sentido de pretendente, amante, esposo.
As cantigas de amigo procedem de uma reelaboração culta da lírica popular anterior. São, portanto, de origem autóctone, a partir do contacto da lírica pré-trovadoresca popular, já reelaborada nas cortes, com a lírica cortesã occitana (a cançó). A primeira contribuiu com o feminismo, o paralelismo e o refrão e a segunda com o formalismo, o esteticismo e a corte.
Ainda que todos os poetas medievais fossem homens, utilizavam o ponto de vista feminino nas cantigas de amigo, que têm como tema o erotismo feminino e os conflitos resultantes da ausência do 'amigo'. Caracterizam-se formalmente pela repetição (paralelismo, leixa-pren e refrão).


Manuscrito das cantigas de amigo de Martín Codax

O tema fundamental é o sofrimento por amor (às vezes, a morte por amor), motivado normalmente pela ausência do 'amigo'. Às vezes apresentam-se formas em que se engana à mãe vigilante, ou se mostra alegria no regresso do amigo e outras ciúmes ou ansiedade. A voz poética é a de uma jovem que relata as suas vivências amorosas, ora num monólogo, ora num diálogo com suas amigas, irmãs ou inclusive com a mãe. Os estados de ânimo são diversos e incluem a alegria pela chegada do amigo, a tristeza pela sua ausência ou a ansiedade pelo seu regresso, o desejo de vingança, ciúmes, etc. Os ambientes nos qual decorrem são o campo, o mar ou a casa: a fonte, aonde foram procurar água ou lavar o cabelo, o rio ou a peregrinação.
As personagens que intervêm são:
  • A amiga, que é com frequência a voz poética. Por vezes é ingénua, outras narcisista, outras comporta-se de maneira esquiva ou é vingativa.
  • A mãe, que representa geralmente o código social proibitivo.
  • Confidentes: a mãe, uma amiga, a irmã, outras noivas, a natureza (as flores, as ondas do mar), etc.
  • O amigo, frequentemente ausente.
Distinguem-se vários sub-géneros:
  • Barcarolas ou marinhas: Ocorrem na presença do mar, que adquire certa personalização ao se lhe dirigir a amiga como seu confidente.
  • Cantigas da peregrinação: A amiga está num santuário, ermita ou capela, lugar de reunião que serve de pretexto para o encontro dos apaixonados. Este contexto é exclusivo da literatura galego-portuguesa.
  • Dançadas: Composições alegres e festivas nas quais se realiza um convite à dança.
  • Alvas, albas ou alvoradas: Faz-se referência ao amanhecer; nas "alvas" provençais os amantes separavam-se após terem pernoitado juntos.
As cantigas de amigo têm uma estrutura muito formalizada e rígida que se baseia na repetição. Os elementos característicos são:
  • Paralelismos: repetição da mesma ideia em duas estrofes sucessivas nas que só mudam as palavras finais de cada verso ou a ordem delas, com o que varia a rima.
  • Leixa-prén: repetição dos segundos versos de um par de estrofes como primeiros versos do par seguinte, o que acentua o paralelismo entre as estrofes que o possuem.
  • Refrão: verso ou versos repetidos ao final de cada estrofe.
Os poetas mais destacados que compuseram cantigas de amigo foram Meendinho, Pero Meogo, Martín Codax, João Zorro, João de Cangas, Johan Airas e D. Dinis.

 


 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

LENDA DE SÃO MARTINHO 11/11

Lenda do São Martinho
 
Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.

Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.
 

sábado, 8 de novembro de 2014

FESTA DOS 10 ANOS DO "PEAC" de Chaveira Cardigos, Mação, Santarém, Portugal


No dia 24 de Outubro do ano 2014, comemorámos o 10.º aniversário de funcionamento do Projeto Escola de Artes e Lazer da Antiga Escola Primária da Chaveira de Cardigos, em partilha de saberes e voluntariado.

A festa constou de um almoço de confraternização, no restaurante "O REGIONAL", em Cardigos de Mação.
Não faltou o lindo bolo enfeitado com o tradicional lenço dos namorados, com frases e palavras de amor, mas cheios de erros ortográficos, como era naquele tempo.

Tivemos oferta de uma garrafa de champanhe para brindar. Cantámos os habituais PARABÉNS ao grupo.

A Dona Lurdes Reseo, por ser a mais velha, apagou as velas e disse umas palavrinhas que nos comoveram.
Salientou que estavam ali as fundadoras e que muito se tem ali aprendido e ensinado e que umas vão para aprender e saem e outras vão para ficar. Tem-se desenvolvido ali trabalhos de Bordados , Pinturas, Técnica do estanho, das escamas de peixe e muito mais técnicas interessantes.
Fez votos para que o grupo continue por muitos mais anos, em harmonia e que se continuasse sempre com o chá das 5, com o bolo e com os momentos de reflexão e oração à mesa.
Esta mesma senhora teve a lembrança de oferecer a cada um dos 15 elementos presentes uma estampa religiosa com lindos pensamentos, como recordação dos 10 anos do grupo.

Terminada a refeição dirigimo-nos à Igreja Paroquial de Cardigos, onde se fez uma visita ao Santíssimo  Sacramento da Eucaristia, com as nossas orações e cânticos.

Queremos ainda agradecer ao Município de Mação o espaço acolhedor que é a nossa antiga Escola Primária, onde fomos felizes e continuamos a ser.

À Junta de Freguesia de Cardigos, agradecemos a limpeza do espaço exterior da chamada "CASA DA CULTURA" da Freguesia de Cardigos.