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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

HISTÓRIA DE SIENA EM ITÁLIA

SIENA

Segundo a mitologia romana, Siena foi fundada por Sénio, filho de Remo, e podem-se encontrar numerosas estátuas e obras de arte mostrando, tal como em Roma, os irmãos amamentados pela loba.[2] Foi um povoamento etrusco e depois colónia romana (Saena Julia) refundada pelo imperador Augusto.[3] Era, contudo, uma pequena povoação, longe das rotas principais do Império. No século V, torna-se sede de uma siena cristã.
As antigas famílias aristocráticas de Siena reclamam origem nos Lombardos e à data da submissão da Lombardia a Carlos Magno (774). A grande influência da cidade como pólo cultural, artístico e político é iniciada no século XII, quando se converte num burgo autogovernado de cariz republicano, substituindo o esquema feudal.
Todavia, o esquema político conduziu sempre a lutas internas entre nobres e externas com a cidade rival de Florença. Data do século XIII a ruptura entre as facções rivais dos Guibelinos de Siena e dos Guelfos de Florença, que seria argumento para a Divina Comédia de Dante.
Em 4 de setembro de 1260, os Guibelinos apoiaram as forças do rei Manfredo da Sicília e derrotaram os Guelfos em Montaperti, que tinham um exército muito superior em armas e homens. Antes da batalha, toda a cidade fora consagrada à Virgem Maria e confiada à sua protecção. Hoje, essa protecção é recordada e renovada, lembrando os sienenses da ameaça dos aliados da Segunda Guerra Mundial de bombardearam a cidade em 1944, o que felizmente não veio a acontecer.[4]
Siena rivalizou no campo das artes durante o período medieval até o século XIV com as cidades vizinhas. Porém, devastada em 1348 pela Peste Negra, nunca recuperou o seu esplendor, perdendo também a sua rivalidade interurbana com Florença. A Siena actual tem um aspecto muito semelhante ao dos séculos XIII-XIV. Detém uma universidade fundada em 1203, famosa pelas faculdades de Direito e Medicina, e que é uma das mais prestigiadas universidades italianas.
Em 1557 perde a independência e é integrada nas formações políticas e administrativas da Toscana.
Siena também deu vários Papas, sendo eles: Alexandre IIIPio IIPio III e Alexandre VII.
Os dois grandes santos de Siena são Santa Catarina (1347-1380) e São Bernardino (1380-1444). Catarina Benincasa, filha de um humilde tintureiro, fez-se irmã na Ordem Terceira dominicana (para leigos)e viveu como monja na casa dos pais. É famosa pelo intercâmbio interior com o próprio Cristo, que num êxtase lhe disse: "Eu sou aquele que é e tú és aquela que não é". Apesar da origem modesta, influenciou papas e príncipes com sua sabedoria e seu exemplo, conseguindo inclusive convencer o papa de então, contra a maioria dos cardeais, a regressar a Roma do exílio de Avinhon na França. Quanto ao franciscano São Bernardino, ele é célebre por ter sido o maior expoente, no Catolicismo, da via espiritual de invocação do Nome Divino, que encontra similares em todas as grandes religiões, do Budismo (nembutsu) ao Islã (dhikr) e ao Hinduísmo (mantra). Os sermões que Bernbardino fez na praça central de Siena provocaram tal fervor religioso e devoção ao nome de Jesus que o conselho municipal decidiu colocar o monograma do nome de Jesus (composto pelas letras IHS, significando "Jesus salvador dos homens")na fachada do prédio do governo. Do mesmo modo, muitos cidadãos o pintaram sobre as fachadas de suas casas, como até hoje se pode ver na cidade.

Arte, cultura e monumentos[editar | editar código-fonte]

Pix.gifCentro Histórico de Siena *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Siena di notte.JPG
Siena à noite
País Itália
TipoCultural
Critériosi, iii, iv
Referência717
Região**Europa e América do Norte
Histórico de inscrição
Inscrição1995  (19ª sessão)
Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
A sua catedral, iniciada em meados do século XII, é um representativo exemplo da arquitectura gótica italiana. A fachada principal, obra de Giovani Pisano, foi terminada em 1380; no interior pode ver-se o púlpito octogonal apoiado sobre leões de Nicola Pisano, e o seu pavimento de mosaicos. Sob a catedral, no baptistério, encontra-se a magnífica pia baptismal com baixo-relevos de DonatelloGhibertiJacopo della Quercia e outros escultores do século XV. A Pinacoteca Nacional de Siena tem importante coleção de obras do Trecento e do Quattrocento.
A praça principal, em forma de meia-lua, é a Piazza del Campo, e é onde se encontra o Palazzo Pubblico (câmara municipal ou prefeitura, século XIV), com o famoso Campanile (campanário), e onde se encontram os afrescos de Simone Martini e Ambrogio Lorenzetti e relevos da Fuente Gaia de Jacopo della Quercia. Nesta praça também está a alta Torre del Mangia. Na Piazza del Campo realiza-se a famosa e emotiva corrida de cavalos chamada Palio di Siena. O Palio é feito duas vezes por ano, a 2 de Julho e 16 de Agosto, com 10 cavalos e cavaleiros, e cada par representa um dos 17 bairros da cidade,designados contrade. Excepcionalmente, em anos de Jubileu realiza-se um terceiro siena.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

HISTÓRIA DE CARDIGOS, MAÇÃO, SANTARÉM, BEIRA BAIXA, PORTUGAL

Cardigos
 
cardigos
 
A situação geográfica da vila de Cardigos, é sem dúvida curiosa, pois fica precisamente no centro do país, entre Vila de Rei e Proença-a-Nova, a trinta e nove graus e sete segundos de latitude norte e a um grau, seis minutos e cinquenta e três segundos de longitude oriental do meridiano de Lisboa.
Cardigos contempla à sua volta as serras do Bando, Amêndoa, Melriça, Alvaiázere, Alvéolos, Moradal, Perdigão e S. Mamede e as Vilas de Amêndoa, Vila de Rei, Figueiró dos Vinhos, Cernache do Bonjardim, Nisa, Castelo de Vide e Marvão. Sendo que, o seu terreno é acidentado, dá origem a numerosos cursos de água de pequena corrente, tributários das ribeiras do Bostelim e da Pracana.
Hoje em dia, Cardigos é conhecido pela sua indústria de velas, artesanto de linho, indústria de presuntos, queijaria, pastelaria e também pela sua linda paisagem.  
Em 1525 chamava-se Cardigos ou Bichieira indiferentemente. Havia nesta vila uma família de apelido Cardigos de quem a localidade herdou o nome. Em documentos oficiais aparecem, ainda, vários nomes dados a Cardigos como Brucheira, Bichieira, Buchieira, Abucheria, Vichieyra e, finalmente de Cardigos como aparece já no alvará passado por D. João IV. de 5 de Fevereiro de 1643 .
A fundação de Cardigos está envolta no longínquo passado, mas a avaliar pelos vestígios megalíticos (dolmens, antas) pensa-se ter havido nesta região ocupação muitos séculos antes de Cristo. Situada como a localidade de Amêndoa num ponto de ligação de várias redes de comunicação da Hispania são encontrados vários testemunhos romanos como algumas pontes, templos, aquedutos, etc. Outros vestígios foram ainda localizados tais como inscrições funerárias e todo um espólio da época Romana onde se destacam várias alfaias agrícolas. Seguindo a tradição Romana muitos nomes de localidades derivam de plantas, animais, e minerais (Moreira, Ferreira). Foi esta civilização que aqui desenvolveu a agricultura e culturas como a oliveira e a vinha às quais se juntam árvores de frutos, cereais, e explorações de minérios como o ouro, ferro, estanho, etc..
Do povo imigrado do norte da Europa, os Visigodos, poucos foram os vestígios deixados sendo certo que em 711 esta região foi ocupada pelos muçulmanos que aqui se fixaram com a sua cultura até ao início da reconquista Cristã levada a cabo por Afonso Henriques com a ajuda das ordens militares religiosas como a dos Hospitalários, e Templários, até finais do séc. XIII. Tal como a freguesia de Amêndoa o primeiro domínio de Cardigos é dado aos cavaleiros templários passando mais tarde para o domínio da Ordem de Malta. Durante o reinado de Filipe II de Espanha, em 1605, Cardigos é elevado a sede de Comarca. Já no séc. XIX e depois de pertencer ao Concelho de Vila de Rei, Cardigos passa para a área do Concelho de Mação em 1878.
 
Localidades
Arganil, Azinhal, Azinhalete, Cardigos, Carrascal, Carvalhal, Casais de S. Bento, Casalinho, Casas da Ribeira, Chaveira, Chaveirinha, Colos, Corujeira, Freixoeirinho, Freixoeiro, Lameirancha, Mesão Frio, Moita Recome, Pracana da Ribeira, Pracana do Outeiro, Roda, Sarnadas, Vales, Vinha Velha.
 
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

HISTÓRIA DO BORDADO DE CASTELO BRANCO



Ensinando e aprendendo o bordado de Castelo Branco, em Voluntariado, no "PEAC"

Os bordados tradicionais registam ainda hoje algum sucesso, aumentando de dia para dia o número daqueles que se lhe dedicam. Como constituem um trabalho de difícil execução e muito rigoroso, necessitam de mãos hábeis e delicadas. Lençóis, travesseiros, fronhas de almofada, toalhas de mesa e rosto e peças de decoração várias recobrem uma beleza expressa nas cores, nos fios e nos motivos decorativos. Peças que fazem parte de um património cultural e enchem de cor e alegria as casas, constituindo marés vivas de uma tradição bem enraizada na alma do povo.            
 
O Bordado tradicional de Castelo Branco, designado em outros tempos por “Bordado a Frouxo”, caracteriza-se por desenho muito próprio, facilmente identificável pelos motivos.
 
Não é de todo fácil inferir sobre a sua origem e sobre as suas principais características, porém no início do séc. XVII já se encontrava consideravelmente difundido. Note-se que as referências documentais estão, em princípio, dissociadas das peças a que se referem, no entanto, é possível propor datações, a partir da identificação de elementos decorativos e da composição estética e cromática.
 
Na criação deste bordado utiliza-se o fio de seda natural (caseira), geralmente em policromias de grande harmonia, cores fortes sobre panos de linho cru unidos pelo “Ponto de Luva”. Tecnicamente caracteriza-se pela utilização do “Ponto Largo” ou “Frouxo”, que actualmente é designado por “Ponto de Castelo Branco”, e não é nada mais do que uma variante do “Ponto de Oriente”, da “Hungria” ou de “Bolonha”, etc.
 
É na Beira Baixa que esta arte surge com maior incidência, mas é possível encontrar alguns exemplares por todo território nacional e até mesmo na Estremadura espanhola.
              
Na Beira Baixa, o cultivo do linho é uma tradição que vem desde a Pré-História, tendo ocupado a maioria da população até ao início do século passado. A criação do bicho-da-seda era somente concebida para uso doméstico, sendo os tintos obtidos através de várias plantas e até mesmo de minerais. No final do séc. XIX, uma praga de morbus veio aniquilar toda a produção, fazendo com que esta tradição acabasse por cair por terra, pelo que toda a seda natural passa a ser importada. O facto das cores não serem fixas na maior parte das peças implica que estamos perante a aplicação de conhecimentos empíricos e não cientifícos, embora se constate a relação deste saber com a ciência, como será visto mais à frente.            
 
            
 Com o 25 de Abril, nasce a Oficina-Escola de Bordados Regionais no âmbito do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco.                          
                   
 
Denota-se que estes bordados estavam envoltos de uma temática muito diversificada, com uma simbologia muito especial. Exemplo, as colchas de noivado onde: Os Cravos – significam o Homem como Amor viril; A Rosa – a Mulher; Os Lírios – a virgindade; Os Corações – o Amor; Os Jasmins – a pureza; O Galo – o símbolo da virilidade; Os Pombinhos – os namorados; A Romã – prosperidade, abundância.
 
     
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

HISTÓRIA DO DIA DAS MENTIRAS

Carnaval do Miguel no colégio em 2013, com 8anos, no 3.º ano
DIA DAS MENTIRAS


Há muitas explicações para o 1.º de abril se ter transformado no dia da mentira, também conhecido como dia das mentiras, dia das petas, dia dos tolos (de abril) ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira  surgiu em França . Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março , data que marcava a chegada da primavera . As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como "Dia dos Tolos (de abril)"; na Itália e na França ele é chamado, literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efémera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA DO CARNAVAL

Carnaval de 2013
(5 de copas)

Santa Casa da Misericórdia de Cardigos

Gracinda Tavares Dias

Traje feito pelas utentes e animadoras da Instituição

Vesti-me assim, para dar alegria aos utentes, na 3.ª feira de Carnaval, em 2013, fazendo Voluntariado.

Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam os  seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.. É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.  A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro inspirar-se-iam no carnaval parisiense para implantar as suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinquia.
O carnaval do Rio de Janeiro está atualmente no Guinness Book como o maior carnaval do mundo, com um número estimado de 2 milhões de pessoas, por dia, nos blocos de rua da cidade. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo.

História e origem

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.
 
Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.
 
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que bem quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.

Cálculo do dia da Carnaval

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa, com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

HISTÓRIA DO DIA DE TODOS OS SANTOS

Dia também da tradição das crianças pedirem os bolinhos

"Ó tia, bolinhos, bolinhos em louvor dos seus santinhos!"
ou:
"Pão por Deus"
História
A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses — a Maria e a todos os mártires. Markale comenta: “Os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião vitoriosa.”
A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra. The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) afirma: “O Samhain continuou a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha. A Igreja britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do Samhain. . . . É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.”
Markale menciona a crescente influência dos monges irlandeses em toda a Europa naquela época. De modo similar, a New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma: “Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal.
O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século 11 pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma que “durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas no purgatório podiam aparecer em forma de fogo-fátuo, bruxa, sapo, etc.”
Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara “cristã”. Destacando esse fato, The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) diz: “A festividade cristã, o Dia de Todos os Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo...
Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

domingo, 28 de outubro de 2012

HISTÓRIA DO ARTESANATO

Artesanato de Dilan Cardoso Fernandes, na oitava exposição coletiva de Artes, na Casa da Cultura da Chaveira de Cardigos
As rodilhas pertencem ao PEAC (prjeto da escola de Artes da Chaveira)


Artesanato é o próprio trabalho manual ou produção de um artesão (de artesão + ato). Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.
O artesanato é tradicionalmente a produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento; ou seja, não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante ou aprendiz.

 

História

Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.C.) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozer alimentos, e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no Brasil no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição nordestina que viveram no sudeste do Piauí em 6.000 a.C.

Historicamente, o artesão, responde por todo o processo de transformação da matéria-prima em produto acabado. Mas antes da fase de transformação o artesão é responsável pela seleção da matéria-prima a ser utilizada e pela conceção, ou projeto do produto a ser executado.
A partir do século XIX, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este oferecia, em troca de mão-de-obra barata e fiel, conhecimento, vestimentas e comida. Criaram-se as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade ou região formavam a fim de defender seus interesses.

 Revolução Industrial

Com a Revolução Industrial, teóricos do século XIX, como Karl Marx e John Ruskin, e artistas (ver: Romantismo) criticavam a desvalorização do artesanato pela mecanização. Os intelectuais da época consideravam que o artesão tinha uma maior liberdade, por possuir os meios de produção e pelo alto grau de satisfação e identificação com o produto.
Na tentativa de lidar com as contradições da Revolução Industrial, William Morris funda o grupo de Artes e Ofícios na segunda metade do século XIX, tentando valorizar o trabalho artesanal e opondo-se à mecanização.Podemos pensar nos índios como os nossos mais antigos artesãos, já que, quando os portugueses descobriram o Brasil, encontraram aqui a arte da pintura utilizando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica - sem falar na arte plumária, isto é, cocares, tangas e outras peças de vestuário ou ornamentos feitos com plumas de aves.O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região. Porque ainda as pessoas perdiam mais tempo e tinham menos comida por isso trocavam comida por objectos. A terra era muito fertil mas  quem tinha terras não cultivava!

sábado, 21 de abril de 2012

POEMA A MESÃO FRIO

Mesão Frio!
Tens Cardigos por freguesia
E o teu concelho é Mação,
As pessoas sentem alegria
E querem-te com afeição.

Mesão Frio!
És pequeno e tens pouca gente
Mas tudo em ti é tão atraente
Que deixas o povo contente
E com orgulho permanente!

Mesão Frio!
Com todo o teu colorido,
e com casas bem antigas
és por todos bem querido
Lembrando as belas cantigas!

Mesão Frio!
Tens uma ribeira importante
Que serve de fronteira
Com beleza deslumbrante
E água para brincadeira!

Mesão Frio!
A  água da tua ribeira
Move  moinhos
e lagares comunitários
 ainda a funcionar
o que é de admirar
 Com os nossos carinhos
Te iremos preservar!

Mesão Frio!
O teu belo e antigo chafariz
Com água própria para beber
Deixa o teu povo feliz
E nunca te irá esquecer!

Mesão Frio!
A estrada nacional
Que te atravessa
É bem antiga
Agora deu o nome
 a uma das tuas ruas
Estrada Principal
Que liga a Rua da Ribeira
 ao bairro da Lameira.




sexta-feira, 6 de abril de 2012

FELIZ PÁSCOA DE 2012 COM POESIA E HISTÓRIA



Flores que lembram a Primavera e a Páscoa com as casas bem ornamentadas


Viva com alegria
Esta data festiva
Junte a sua família
e seja interventiva
Proporcionando
ambiente harmonioso
Pensando
num lar formoso
Em que reine união
muita gratidão
e amor no coração

dando graças ao Senhor
 pelo seu grande amor.

PÁSCOA CRISTÃ

Um pouco de História

A Páscoa cristã celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, o seu corpo foi colocado num sepulcro, onde permaneceu por três dias, até à sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada durante 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De facto, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.

FELIZ PÁSCOA DE 2012 PARA TODOS

 

quarta-feira, 7 de março de 2012

POEMA DA HISTÓRIA DO DIA DA MULHER COM TRABALHOS ARTESANAIS

Garrafão da esquerda craquelado com azeitonas de:
Gracinda Tavares Dias
Garrafão grande com pintura de vitral e cierne contorno, da autoria de Paula Delgado, do Carvalhal
A pintura da garrafa é da mesma autora e com a mesma técnica

O Palhaço é trabalho de todo o grupo e destinou-se a um concurso de espantalhos, num conjunto de 25, que embelezaram a tradicional festa anual de S. Pedro, na Chaveira e Chaveirinha, idealizado e patrocinado por: Mário Tavares Dias, da Chaveira.
Grandes toalhas  em renda e bordado de:
 Alice do Azinhal de Cardigos





HINO DE LOUVOR À MULHER

No dia 8 de Setembro de 1857
Ao fazerem greve pelos direitos
As cerca de 130 operárias
Foram encerradas
Para serem queimadas
Numa fábrica, em Nova Yorque!

Reivindicavam, com razão
De 16 horas a redução
Para 10 horas de trabalho
E por receberem menos de um terço
do salário pago aos homens
Por tão grande descriminação
E tão grande opressão!

Em 1910, na Dinamarca
Numa Conferência internacional de mulheres
Foi decidido comemorar
o dia 8 de Março
Como o dia internacional da Mulher
em homenagem àquelas mulheres
Que lutaram por outra qualquer
Nunca devemos esquecer
estas mulheres heroínas
Que pelos direitos tiveram que morrer!

Desde então para cá, o movimento 
a favor da emancipação da Mulher
Tem trabalhado, com amor
Tanto em Portugal,
Como no resto do Mundo
para que numa alegria, sem igual
A mulher tenha orgulho profundo
Seja digna de todo o louvor
Sem qualquer favor!

Pretende-se chamar a atenção
Para o seu papel e dignidade
E levar à consciencialização
Do valor da pessoa humana
Perceber o seu papel na sociedade
Contestar e rever preconceitos
E limitações que vêm sendo impostas
Que para todos os efeitos
As ideias sejam propostas
Para reconhecer à Mulher a igualdade!

Em 1822, na 1.ª Constituição liberal
E nas seguintes Constituições
Afirmaram que a lei é igual
para todos, sem referência especial
ao sexo ou outras  descriminações!



Travessa com a técnica do vitral e guardanapo de Paula do Carvalhal
Guarda- jóias em madeira com bordado de richelieu de Gracinda Tavares Dias, da Chaveira