quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

TERMINOU O MÊS DE JANEIRO

salamandra com o lume aceso

Terminou o mês de Janeiro,
Do calendário ele é o primeiro,
o seu frio é mesmo a valer!
mas temos a lareira para aquecer!
 
Tem chuva e neve  abundante
mas tudo é encantador!
na Natureza deslumbrante
Tudo tem o seu valor!
 
Gracinda Tavares Dias



 

ANCIÃS A PINTAR

Idosos de uma Instituição a pintar

Estas utentes ao pintar,
estão tão concentradas,
que devem estar a gostar,
por estarem  ocupadas!

Gracinda Tavares Dias




 

TRADIÇÕES CULTURAIS

Carteira onde se sentavam dois antigos alunos
Ardósia com lápis de pedra onde escreviam
Tinteiro onde molhavam a caneta de aparo

Que linda era a carteira
onde nos sentavamos,
na Escola da Chaveira
e,  muito estimavamos!
 
A pedra era para escrever
podendo sempre apagar
e, assim permitir aprender
sem algum dinheiro gastar.
 
Para mais economizar
Usavamos os tinteiros
e, para poder brincar
havia costumes pioneiros!
 
Ao eixo, à cabra-cega, ao lenço
Ao ringue, ao senhor barqueiro
Brincadeiras que eu penso
serem engraçadas e sem dinheiro!
 
Eram tempos de amargura
mas  também bem felizes
Não havia grande fartura
mas, eram alegres os petizes!
 
Gracinda Tavares Dias

 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

TRABALHOS ARTESANAIS EM EXECUÇÃO

Linda toalha de mesa em linho, com picô e ponto cadeia
Autora: Maria de Carmo Delgado da Chaveira


 
linda toalha em linho, com renda e ponto de grelhão (em execução)
Autora do trabalho artesanal: Elisabete Mateus de Cardigos
                                 Bordado de Castelo Branco (em execução no grupo "PEAC"
Autora: Celestina Mata da Chaveira de Cardigos

sábado, 26 de janeiro de 2013

VAIDADE

Igreja Matriz de Vilar Formoso
Óleo sobre tela
A vaidade  é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada.A vaidade é mais utilizada também hoje para estética, visual e aparência da própria pessoa. A imagem de uma pessoa vaidosa estará geralmente em frente a um espelho, a exemplo de Narciso.
Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para causar inveja aos outros. Um ser humano invejoso, por sua vez, identifica com bastante facilidade um ser humano vaidoso, pois os dois vicios complementam-se, e um é objeto do outro.
O que pelas lentes de alguns é asseio, glamour, fantasia, amor ao belo ou elevação da auto-estima, pelas lentes de outros pode ser (ou parecer) vaidade.

ORGULHO NOS DOIS SENTIDOS

Título: três ramos de rosinhas
Técnica: Lavagem e secagem de escamas de peixe, recorte e colagem formando desenhos
Material: escamas de peixe, fio prateado, cola, placa, papel de veludo, tesoura
Local: PEAC
Data:2012
Autora: Gracinda Tavares Dias

Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio.
Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Ele deve existir, como forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, sendo visto apenas então como uma emoção negativa: a Arrogância.
Outras pessoas classificam o orgulho como exagerado quando se torna um tipo de satisfação incondicional ou quando os próprios valores são superestimados, acreditando ser melhor ou mais importante do que os outros. Isso  aplica-se tanto a si próprio quanto ao próximo, embora socialmente uma pessoa que tenha orgulho pelos outros é geralmente vista no sentido da realização e é associada como uma atitude altruísta, enquanto o orgulho por si mesmo costuma ser associado ao sentimento de capacidade e egoísmo.

 Religião

Para o Cristianismo, o orgulho, conhecido como Soberba, é um dos Sete pecados capitais.
Para o pensador A. Lisounenko, o orgulho próprio é um factor determinante na caminhada para o sucesso no âmbito familiar e profissional. Não é errado você se admirar e demonstrar publicamente este sentimento. O orgulho para muitos é um sentimento de fraqueza, de necessidade de auto afirmação, o que para Lisounenko está errado. Lisounenko diz que o orgulho é a confirmação natural dos nossos sentimentos, das nossas conquistas e alegrias, ou seja, um sentimento positivo e bom, para consigo e com o próximo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

TRABALHOS INTERESSANTES

Flores de lã com pérola para pôr no cabelo ou na roupa
autoria de: Etelvina Marques
Porta-chaves de trapilho de uma criança
Lindo pano de mesa com bordado de ponto de cruz e franja de macramé
 da autoria de : Elisabete Mateus
 
jarrão com flores em ponto de Arraiolos da autoria de: Gracinda Tavares Dias
 
Todo este Artesanato foi executado em grupo de trabalho e lazer

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PESSOAS SENSÍVEIS

Arte em ladrilho que fotografei de uma exposição e que publico para ilustrar a sensibilidade



As pessoas sensíveis são especiais. Possuem uma aptidão diferente da maioria: conseguem sentir todos os matizes e todas as variações de cores e afetos, enquanto que a maioria apenas distingue o preto do branco. São as pessoas sensíveis aquelas que vêem uma papoila a caminho de casa, que saboreiam os pequenos prazeres como grandes milagres da vida. Também são aquelas que mais se entristecem com os atrocidades de todos os dias, que choram com o sofrimento dos mais fracos. São as pessoas sensíveis que conseguem eternizar tanto a Beleza como o Horror porque não esquecem, nunca se esquecem…

sábado, 12 de janeiro de 2013

MAIS UM POEMA DO ADEUS A OUTRO AMIGO


Pôr do Sol
Pastel sobre papel cançon
de: Gracinda Dias


A um amigo querido  da Chaveira e Chaveirinha


O Fernando André
 
deixou muito novo
a terra que o viu nascer
e deste nosso povo,
foi um amigo a valer!

Fez parte da direção
dos caçadores da freguesia
e, sempre com dedicação,
trabalhando com alegria.

Os chaveirenses recordar-te-ão
Com muita saudade
e, sempre com afeição
e muita amizade.

Gostavas da tua terra natal
que ajudaste a desenvolver
e com ternura fraternal
não te iremos esquecer.

Por: Gracinda Tavares Dias




POEMA DO ADEUS A UM AMIGO DA CHAVEIRA DE CARDIGOS

                                                                  






Foto de: Gracinda Tavares Dias
Pôr do sol visto do recinto da Escola da Chaveira








ADEUS A UM AMIGO QUERIDO DA CHAVEIRA E CHAVEIRINHA



JOÃO da Venda!


Mereces um poema
do fundo do coração,
por tanto bem fazer
na terra da tua criação,
que sempre foi de eleição
e tratada com dedicação!


João da Venda!

A gente da tua Chaveira
agradece ardentemente
a tua divulgação
das tradições culturais
que sempre te entusiasmaram
e a muitos admiraram!

João da Venda!

O teu desempenho
com todo o engenho
utilizando o teu talento
com todo o alento
ao serviço dos irmãos
a todos dando as mãos
na alegria de partilhar
 e a sua terra divulgar!

João da Venda!

Tiveste papel importante
na nossa Associação
e com astúcia deslumbrante
e toda a animação
nas festas participaste
e muito ajudaste
na obra existente.
O teu nome perdurará
Mesmo estando tu ausente
Este povo não te esquecerá!

João da Venda!

Viverás para sempre!
Parabéns pelo testemunho!
Os conterrâneos estarão contigo
e que descanses em paz!


29 de Dezembro de 2012

Gracinda Tavares Dias






























 







 



































 


 
















 



JANEIRO DE 2013 COM UMA NATUREZA MORTA

Título: cesta com frutos
Técnica: Óleo sobre tela
Data: 1998
Local: Escola de Pintura de Fuentes de Oñoro (Espanha)
Autora: Gracinda Dias

Nota: Este quadro já foi oferecido a um afilhado

Janeiro é o primeiro mês do ano nos calendário juliano e gregoriano. É composto por 31 dias. O nome provém do latim Ianuarius, décimo-primeiro mês do calendário de Numa Pompílio, o qual era uma homenagem a Jano, deus do começo na mitologia romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o passado e outra olhando para a frente, o futuro. Júlio César estabeleceu que o ano deveria começar na primeira lua nova após o solstício de inverno, que no hemisfério norte era a 21 de dezembro, a partir do ano 709 romano (45 a.C.). Nessa ocasião o início do ano ocorreu oito dias após o solstício. Posteriormente o início do ano foi alterado para onze dias após o solstício.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

MAIS UMA ÁRVORE DA VIDA

Bordado de Castelo Branco com a assinatura de Gracinda Dias
Com este bordado desejo a todos os amigos, seguidores e simpatizantes deste blog um Ano Novo de 2013 repleto das maires Felicidades. Obrigada a todos pelo vosso apoio.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

DIA MUNDIAL DA PAZ



Que lindo seria, a paz em todo o Mundo!

O Dia Mundial da Paz, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967, para que o primeiro fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1 de janeiro), a partir de 1968, coisa que acontece até hoje.
Dizia o Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia: "Dirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro".
A proposta de dedicar à Paz o primeiro dia do novo ano não tem a pretensão de ser qualificada como exclusivamente religiosa ou católica. Antes, seria para desejar que ela encontrasse a adesão de todos os verdadeiros amigos da Paz, como se se tratasse de uma iniciativa sua própria ; que ela se exprimisse livremente, por todos aqueles modos que mais estivessem a caráter e mais de acordo com a índole particular de quantos avaliam bem, como é bela e importante ao mesmo tempo, a consonância de todas as vozes do mundo, consonância na harmonia, feita da variedade da humanidade moderna, no exaltar este bem primário que é a Paz.
Completava ainda o Papa Paulo VI: "A Igreja católica, com intenção de servir e de dar exemplo, pretende simplesmente lançar a idéia, com a esperança de que ela venha não só a receber o mais amplo consenso no mundo civil, mas que também encontre por toda a parte muitos promotores, a um tempo avisados e audazes, para poderem imprimir ao Dia da Paz, a celebrar-se nas calendas de cada novo ano, caráter sincero e forte, de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz, ordenado e civil".

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

REFLEXÃO DE UM POEMA DE NATAL

POEMA DE NATAL

Arranjo floral do Natal de 2012
POESIA DE:

"NATAL DE QUEM?"?

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!

(João Coelho dos Santos in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal


 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O SUFICIENTE

 
 
 
O SUFICIENTE

Há pouco tempo, estava no aeroporto e vi mãe e filha a despedirem-se.
Quando anunciaram a partida, elas abraçaram-se e a mãe disse:

- Adoro-te. Desejo-te o suficiente.

A filha respondeu:

- Mãe, a nossa vida juntas tem sido mais do que suficiente. O teu amor é tudo o que sempre precisei. Eu também te desejo o suficiente.

Elas beijaram-se e a filha partiu.

A mãe passou por mim e encostou-se à parede.

Pude ver que ela queria, e precisava, de chorar.

Tentei não me intrometer nesse momento, mas ela dirigiu-se a mim e perguntou:

- Já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre?

- Já - respondi. - Desculpe a pergunta, mas por que foi um adeus para sempre?

- Estou velha e ela vive tão longe daqui! Tenho desafios à minha frente e a verdade é que a próxima viagem dela para cá será para o meu funeral.

- Quando estavam a despedir-se, ouvi que lhe disse: "Desejo-te o suficiente". Posso saber o que isso significa?

Ela começou a sorrir.

- É um desejo que tem sido passado de geração em geração na minha família. Os meus pais costumavam dizer isso a todos.

Ela parou por um instante e olhou para o alto como se estivesse a tentar lembrar-se dos detalhes e sorriu mais ainda.

- Quando dizemos "Desejo-te o suficiente", estamos a desejar uma vida cheia de coisas boas o suficiente para que a pessoa se ampare nelas.

Então, virando-se para mim, disse como se estivesse a recitar:

- Desejo-te sol suficiente para que continues a ter essa atitude radiante.
- Desejo-te chuva suficiente para que possas apreciar mais o sol.
- Desejo-te felicidade suficiente para que mantenhas o teu espírito alegre.
- Desejo-te dor suficiente para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores.
- Desejo-te que ganhes o suficiente para satisfazeres os teus pequenos desejos materiais.
- Desejo-te perdas suficientes para que aprecies tudo o que possuis.
- Desejo-te "olás" em número suficiente para que chegues ao adeus final.

Ela começou então a soluçar e afastou-se.

Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la.

 
ARRANJA TEMPO PARA VIVER...
DESEJO-TE O SUFICIENTE...



















 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

TRABALHOS DOS UTENTES DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE CARDIGOS

Presépio no Natal de 2012
Material: Pasta de papel, papel pintado e musgos
Papel rasgado pelos utentes da Misericórdia de Cardigos para fazer pasta de papel para moldar






Casa de madeira feita pelos utentes com a ajuda da animadora



Árvore de Natal reciclada
Material: pacotes de leite a envolver garrafões e garrafas de plástico e bolas de papel pintadas
Autores: utentes da Misericórdia de Cardigos

Parabéns aos autores dos trabalhos e orientadoras

É INVERNO!

Baú com folhas secas a cair do Outono para o Inverno

O inverno 

 Inverno) é a estação mais fria das quatro estações do ano nos climas temperados.
O inverno do hemisfério norte é chamado de "inverno boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "inverno austral". O "inverno boreal" tem início com o solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre por volta de 21 de dezembro, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 20 de março nesse mesmo hemisfério. O "inverno austral" tem início com o solstício de inverno no hemisfério sul, que ocorre por volta de 21 de junho, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 23 de Setembro nesse mesmo hemisfério.
O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes. Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua atividade metabólica. Em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.
As noites são mais longas que os dias nas regiões onde é inverno, visto que a incidência de raios solares é menor nessa porção da Terra. Durante essa estação do ano, várias espécies de aves migram para outros locais com o intuito de fugir do frio.
Engloba parte dos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março no hemisfério norte, e junho, julho, agosto e setembro no hemisfério sul.
Isto acontece porque os raios solares incidem praticamente perpendicularmente no hemisfério onde acontece o verão e consequentemente, têm uma incidência tangencial no hemisfério oposto, causando o tempo invernoso.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

AS 100. 000 VISITAS

No Natal de 2012 , o meu blog atingiu as 100.000 visitas!!!!
OBRIGADA A TODOS OS VISITANTES E
BOAS FESTAS PARA TODOS

POESIA AO ACONTECIMENTO

Muito obrigada aos meus amigos
Que gostam das minhas publicações
As 100.000 visualizações
Dão -me imensos incentivos
E pelos mais diversos motivos
Prosseguir com determinação
Este projeto de animação
e de partilha de saberes
Na hora dos nossos lazeres.

A todos um Bom Natal
e ano novo muito feliz
Que seja  um dia ideal
Para qualquer petiz
e todos em geral.

Gracinda Tavares Dias

 
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

POEMA E ORNAMENTAÇÃO DE NATAL EM 2012

Presépio na minha casa no Natal de 2012
Árvore de Natal na minha casa no Natal de 2012
Arranjo floral de Natal a ornamentar a minha casa no Natal de 2012

POEMA DE NATAL

Natal!
Há magia no ar!
tocam os sinos
cantam-se hinos
de louvor
pois nasceu o Salvador!
que nos doa todo o amor
com grande fervor!
Alegremo-nos, então
com todo o coração
e muita devoção!

Natal!
tempo de darmos as mãos,
a todos como irmãos
como o Deus - Menino pretende
e a todos nós atende!
Façamos-lhe a vontade
e com toda a solidariedade
amemo-nos com carinho
neste nosso caminho.

Natal!
Que as famílias reunidas
 sejam sempre unidas!
Que as lembranças
de todas as crianças
sejam dadas com amor
e seja dado louvor
a Nosso Senhor
e Nosso Criador!

Gracinda Tavares Dias
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

POEMA E LEITURAS

Leitura de histórias interessantes da Beira Baixa
Uma prova de o próximo amar
é doar tempo para animar.
Lendo histórias interessantes
Como lhe faziam dantes
ou fazendo trabalhos lindos
com todos os carinhos
para eles se sentirem bem
ao serem úteis também.

Com eles podemos aprender
 as suas histórias de encantar
que jamais irão esquecer
 na alegria de partilhar.

Gracinda Tavares Dias


 

domingo, 9 de dezembro de 2012

TRABALHOS DE VOLUNTARIADO COM IDOSOS

uma voluntária a ensinar uma utente de 104 anos a fazer as letras do nome dela depois de ter pintado a igreja para destacar a vogal"i"


Dia 5 de Dezembro!

É neste dia que se festeja
O trabalho voluntário
e que Deus proteja
quem gosta de ser solidário,
e dedicar amizade
Com muita lealdade
fazendo companhia
A quem está solitário
Partilhando alegria
no seu dia-a-dia
no grupo comunitário..

Amemos os vizinhos
com todos os carinhos,
ajudando nas atividades
pessoas de todas as idades.

Gracinda Tavares Dias

EXPOSIÇÃO DE PINTURAS INFANTIS NO "ATELIER DA AVÓ CINDA"



Pinturas com tinta acrilex sobre telas
Expostos no "Atelier da Avó Cinda"
Mesão Frio de Cardigos, Santarém, Portugal


Quando eram mais novos
os meus netos queridos
Pintavam com prazer!
Sempre muito unidos
na pintura a fazer
com a avó a orientar
para as crianças animar
na alegria de incentivar.
ficando as recordações
desse tempo saudável
e muito agradável
Aos nossos corações!
                                               Autores das pinturas: Mariana, David e Miguel

                                                          Autora da poesia: Gracinda Tavares Dias

sábado, 8 de dezembro de 2012

POEMA AO ENCANTO DE DEZEMBRO





POEMA AO MÊS DE DEZEMBRO

Dezembro!
Tens encantos de valor!
Até no frio sentimos amor,
Por tão grande beleza
Que envolve a natureza.

Dezembro!
A tua neve abundante
Tem beleza deslumbrante!
O desporto nela praticado
Muita gente tem encantado!

Dezembro!
Tens o  dia do Voluntariado
que sempre será comemorado,
Com muita alegria e prazer
 Pelo trabalho que possamos fazer
nas horas do nosso lazer.

Dezembro!
tempo de frutos colher
para comer com prazer,
tempo de estar à lareira
numa alegre brincadeira!

Dezembro!
Nossa Senhora da Conceição
No teu dia oito é festejado
e, com todo o amor a afeição
À nossa padroeira  é dedicado.

Dezembro!
Por ser tempo de Natal
O teu encanto não tem igual
Por ter nascido Jesus
e as crianças vibrarem
no meio de tanta luz
e por muito se alegrarem
Com a troca de presentes
e, se for com muito amor
não haverá frio, mas calor!

Dezembro!
No teu último dia
É a passagem do ano!
Noite de muita folia,
Cheia de grande alegria,
 desejando-se felicidades
Com todas as amizades
e todas as emoções
 dos nossos corações.

Autora: Gracinda Tavares Dias



 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

HISTÓRIA DO NATAL

FLORES E ANJO DO NATAL
Técnica: Pintura Judaica
Ano:2012
Autora: Gracinda Tavares Dias


Natal ou Dia de Natal é um feriado e festival religioso cristão comemorado anualmente em 25 de Dezembro (nos países eslavos e ortodoxos cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro), originalmente destinado a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis e adaptado pela Igreja Católica no terceiro século d.C., para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano,passando a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré. O Natal é o centro dos feriados de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.
Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares.
 Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e grinaldas feitas de flores, frutos e/ou ramagens entrelaçados, o azevinho, presépios . Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para criança.
Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade económica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto económico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

POEMA AO MÊS DE NOVEMBRO

colheita de kiwis da minha latada

Mês de Novembro!
lindo mês de tradições
de que ainda me lembro
com todas as emoções!

Dia de todos os santos
Do mês és o primeiro
Com todos os encantos
de amor verdadeiro!

Nesse dia encantado
As crianças pedem bolinhos
Dia sempre lembrado
em louvor dos seus santinhos!

No teu segundo dia
lembramos os fiéis defuntos
Visitando os cemitérios
com sentimentos profundos!

11 de Novembro
No dia de S. Martinho
vamos à adega
e provamos o vinho!

Os magustos são realizados
no teu mês bem atraente
Sendo sempre muito animados
Para toda a gente!

Colhem-se kiwis, diospiros
Uvas,  marmelos,maçãs
e outras frutas deliciosas
Como medronhos e romãs.

Neste tempo um pouco agreste
Parte da azeitona é apanhada
Com os vizinhos a ajudar
Em conversa sempre animada!

O mês de Novembro é lindo
com todas estas tradições,
que devem ser recordadas
Como importantes lições!


Autora do poema:
Gracinda Tavares Dias


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

HISTÓRIA DO DIA DE TODOS OS SANTOS

Dia também da tradição das crianças pedirem os bolinhos

"Ó tia, bolinhos, bolinhos em louvor dos seus santinhos!"
ou:
"Pão por Deus"
História
A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses — a Maria e a todos os mártires. Markale comenta: “Os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião vitoriosa.”
A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra. The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) afirma: “O Samhain continuou a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha. A Igreja britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do Samhain. . . . É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.”
Markale menciona a crescente influência dos monges irlandeses em toda a Europa naquela época. De modo similar, a New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma: “Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal.
O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século 11 pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma que “durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas no purgatório podiam aparecer em forma de fogo-fátuo, bruxa, sapo, etc.”
Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara “cristã”. Destacando esse fato, The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) diz: “A festividade cristã, o Dia de Todos os Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo...
Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

O DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS



2 de Novembro de 2012




O Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados, (conhecido ainda como Dia dos Mortos no México), é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro.
Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

 

Tradição do dia de finados no México

No México é comemorada a festa do dia dos mortos, uma festa bem característica da cultura mexicana e que atrai muitos turistas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

HISTÓRIA DO HALLOWEEN

HISTÓRIA

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").
A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:

Origem Pagã

A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam ao ano novo celta. A "festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para os cristãos seriam "o céu e a terra" (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com galinhas presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem Católica

Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e  dedicou-o a "Todos os Santos", a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III († 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".

Atualmente

Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.
Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos "disfarces", muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra e a peste bubônica dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram  - se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.
Alguns fiéis, dotados de um espírito mais burlesco, costumavam adornar na véspera da festa de finados as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém). Também eram feitas representações cênicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, à qual todos deveriam chegar.
Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, "doce ou travessura"), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500-1700). Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados. Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano, conhecido como Gunpowder Plot ("Conspiração da pólvora"), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo lhes: trick or treat (doce ou travessuras). Mais tarde, a comemoração do dia de Guy Fawkes chegou à América trazida pelos primeiros colonos, que a transferiram para o dia 31 de outubro, unindo a com a festa do Halloween, que havia sido introduzida no país pelos imigrantes irlandeses. Vemos, portanto, que a atual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, trazidas pelos colonos no século XVIII para os Estados Unidos e ali integradas de modo peculiar na sua cultura. Muitas delas já foram esquecidas na Europa, onde hoje, por colonização cultural dos Estados Unidos, aparece o Halloween enquanto desaparecem as tradições locais.

Novos elementos do Halloween

A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas, vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista. Hollywood fornece vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espetador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam sendo vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade. Porém, não existe ligação dessa festa com o mal. Na celebração atual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros, no entanto isso não reflete a realidade pagã.

Nota

A lanterna vegetal chamada de "Jack-o'-lantern" em inglês, em Portugal chama-se coca e no Brasil existe um personagem de folclore chamado Cuca. Em Portugal, a Abóbora do Dia das Bruxas e é uma tradição ancestral.
  • Coca: papão; abóbora vazia (ou panela) com buracos representativos dos olhos e da boca com uma luz dentro, para meter medo, à noite.