quinta-feira, 23 de maio de 2013

CARAPAUS FRITOS EM MOLHO DE ESCABECHE

Foto dos meus carapaus, em molho de escabeche, confecionado por mim

Ingredientes:

1 kg de carapaus médios
2 cebolas
6 dentes de alho
1,5 dl de azeite
1 ou 2 cebolas
1 folha de louro
1 colher (chá) de colorau
4 colheres (sopa) de vinagre
Farinha
Sal grosso e óleo


Preparação:


Arranje os carapaus e lave-os com água fria. Deixe-os escorrer. Depois de bem escorridos coloque-os numa travessa e tempere-os com sal grosso. Deixe-os repousar durante cerca de 2 horas. Depois de estarem todo este tempo a apurar passe-os por farinha e frite-os em óleo bem quente.

Entretanto para o molho escabeche corte duas cebolas às tiras e alho a gosto também às rodelas. Coloque numa frigideira 1,5 dl de azeite virgem, e adicione a cebola, os alhos, uma folha de louro e 1 colher de chá de colorau. Deixe cozinhar em lume brando até notar que a cebola está bem cozida. Junte 4 colheres de sopa de vinagre de vinho e mexa bem.
Coloque depois este molho bem quente nos carapaus já fritos. Acompanhe esta receita com batata cozida e cenourinhas 'baby'.


Observações:


O molho escabeche é originário de Espanha muito popular igualmente nos países do Norte de África, Itália, Bélgica e no Chile. O escabeche só fica verdadeiramente apurado com 24 horas de duração. É verdade, esta espécie de marinada de cebola pode conservar os alimentos durante uma semana!

terça-feira, 21 de maio de 2013

FESTA DE PENTECOSTES EM CARDIGOS DE MAÇÃO

Em Cardigos de Mação todos os anos se festeja o Pentecostes com tabuleiros de fogaças para leiloar e com o andor da imagem do Divino Espírito Santo, na Procissão

Pentecostes"o quinquagésimo dia") é uma das celebrações  importantes do calendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa. O dia de Pentecostes ocorre no sétimo dia depois do dia da Ascensão de Jesus. Isto porque ele ficou quarenta dias após a ressurreição dando os últimos ensinamentos a seus discípulos, somando aos três dias em que ficou na sepultura somam quarenta e três dias, para os cinquenta dias que se completam da páscoa até o último dia da grande festa de Pentecostes, sobram sete dias; e foram estes os dias em que os discípulos permaneceram no cenáculo até a descida do Espírito Santo no dia de Pentencostes.
Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo. Para os cristāos, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, através do dom de línguas, como descrito no Novo Testamento, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém. Por esta razão o dia de Pentecostes é, às vezes, considerado o dia do nascimento da igreja. O movimento pentecostal tem seu nome derivado desse evento

O DIA DA ESPIGA




espiga



A Quinta-feira da Ascensão (ou Ascensão de Jesus) é um feriado cristão 40 dias após a Páscoa. Em vários países cristãos este dia é um feriado oficial. Como a Páscoaé a Quinta-feira da Ascensão e um feriado móvel. No ano 2013 o feriado cai no dia 9 de Maio 2013.

O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é uma celebração portuguesa que ocorre no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso.
Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
  • Espiga – pão;
  • Malmequer – ouro e prata;
  • Papoila – amor e vida;
  • Oliveira – azeite e paz; luz;
  • Videira – vinho e alegria e
  • Alecrim – saúde e força.

terça-feira, 30 de abril de 2013

S. JOSÉ OPERÁRIO PROTETOR DO TRABALHADOR


S. José operário, protetor dos trabalhadores, em 1 de Maio


José é um personagem célebre do Novo Testamento bíblico, marido da mãe de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, nasceu em Belém da Judeia, no século I a.C., era pertencente à tribo de Judá e descendente do rei Davi de Israel. No catolicismo, ele é considerado um santo e chamado de São José.
Segundo a tradição, José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, mãe de Jesus, que era uma das consagradas do Templo de Jerusalém, e passou a morar com ela e sua família em Nazaré, uma localidade da Galileia. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que teria ensinado seu filho.
São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protetor da Igreja Católica Romana"; por seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade a sua esposa, como "padroeiro das famílias", sendo também padroeiro de muitas igrejas e lugares do mundo.

 


 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

POEMA AO TRABALHADOR

tìtulo: trabalhadores do campo
Técnica: óleo sobre tela
Inspiração: Van Gogh
Local: Escola de Pintura de Fuentes de Oñoro (Espanha)
POEMA AO TRABALHADOR

Trabalhador,

O teu dia internacional
De Maio, é o primeiro
e, num belo ideal
deve ser bem ordeiro!

Trabalhador,

Lutas por um trabalho digno
Consagrado na Constituição.
Deus te proteja nessa vida
Com toda a estimação!

Trabalhador,

Deves desempenhar
com amor e dedicação
a tua nobre profissão
com gosto, a trabalhar.

Trabalhador,

Mereces condições de trabalho
para mais justiça e dignidade
mas cumpre bem os deveres
para nos direitos haver igualdade.

Trabalhador,

Parabéns, pelo teu dia!
Aproveita esse prazer
com muita alegria
nesse dia de lazer!

Gracinda Tavares Dias

1.º DOMINGO DE MAIO, DIA DA MÃE poema

Nossa Senhora com o seu amado Filho
Saquinhos com terços



À   MÃE

Maio, mais um dia da Mãe
 no 1.º domingo é festejado.
Ela é o nosso melhor bem
isso deve ser bem lembrado!
 
Mãe,
O teu nome é doce
És pessoa bem querida!
fosse em que dia fosse,
mereces por toda a vida!
 
Mãe,
Neste dia especial
mereces uma homenagem
mas, em todos os dias, afinal
louvaremos a tua coragem.
 
Mãe,
Sem ti, não poderíamos existir
devemos-te toda a nossa vida
e, que em todo o nosso porvir
jamais sejas esquecida!
 
Mãe,
Com uma rosa e um beijo,
te dou os parabéns, neste dia!
saúde e amor eu te desejo
e, também muita alegria!
 
Gracinda Tavares Dias
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MUSEU DA CORTIÇA DE PORTALEGRE


O tarro transportava a comida do pastor, que trabalhava de sol a sol. A comida confeccionada logo de manhã (à hora do almoço), era guardada dentro do tarro para retemperar as forças à hora do jantar (ao meio dia). A vida do pastor era dura e a alimentação do pastor era parca, quase sempre à base de pão. A maior parte das vezes a refeição transportada era constituída por migas, cozinhadas com pão duro, pois é sabido que: “Pão mole depressa se engole” e “A pão duro, dente agudo”, bem como “Antes pão duro que figo maduro” e “É bom o pão duro, quando não há nenhum”. De resto: “Tudo com pão, faz o homem são”.

Fundação Robinson em Portalegre

 Recentemente foi criada a Fundação Robinson, que "pretende manter os 7 hectares que possui e usá-los para acolher as instituições culturais da cidade desde o teatro ao rancho folclórico, manter a memória coletiva, preservar e mostrar o seu riquíssimo património arqueológico, único no mundo".

Atualmente é possível visitar o museu da cortiça de Portalegre, integrado no emblemático local da fábrica, que procura salvaguardar a sua memória contendo documentos, máquinas e produtos desde a sua fundação. Não deixem de o visitar!

 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CASA MUSEU JOSÉ RÉGIO DE PORTALEGRE


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Museu José Régio

 HISTORIAL

A Casa-Museu José Régio em Portalegre foi instalada naquela que foi a habitação de José Régio durante 34 anos.

Quando José Régio foi colocado no Liceu Mouzinho da Silveira, em Portalegre, na casa funcionava uma pensão, onde se hospedou.

Data dos finais do século XVII e terá sido um anexo do convento de S. Brás, do qual ainda existem alguns vestígios, nomeadamente da capela. Também serviu como quartel-general aquando das guerras peninsulares e muito mais tarde pensão 21.

  José Régio alugou um humilde quarto e à medida que a necessidade de espaço aumentava com a ampliação constante da sua colecção, ia alugando as outras dependências da casa, até que se transformou em hóspede único.

Em 1965 vende a sua colecção à Câmara Municipal de Portalegre com a condição desta adquirir a casa, restaurar e transformar em Museu. Ficaria com o usufruto e só à sua morte este passaria para a Câmara. Tal não aconteceu, pois José Régio morre a 22 de Dezembro de 1969 e o Museu só veio a abrir a 23 de Maio de 1971.

COLECÇÕES

As colecções estão distribuídas por 17 salas de exposição permanente e por uma sala de reservas, em dois pisos.

COLECÇÕES EXPOSTAS:

- escultura

- pintura

- faiança

- mobiliário

- metais

- têxteis

- registos

RESERVA:

- escultura

- faiança

- numismática/medalhística

- registos

- trabalhos pastoris (marcadores de pão e bolos, cornas, polvorinhos, chavelhas e colheres)

- Ferros forjados

Além deste espólio, a Casa-Museu possui um variado acervo literário dividido entre a própria casa, as reservas e o centro de estudos.

Este espólio resultou do gosto, de José Régio, pelas antiguidades pelo coleccionismo que segundo diz, nasceu-lhe cedo por influência do seu avô. Mas foi no Alentejo que se ampliou e desenvolveu. A região era fértil e rapidamente se espalhou que havia um professor de Liceu que gostava e comprava coisas velhas. Começou por ser um passatempo, uma mania, mas depressa se transforma numa actividade regular, num vício.

Compra, vende e troca. Tinha épocas. A dos pratos: os "ratinhos" - uma faiança popular de Coimbra, trazida por migrantes que vinham ceifar ao Alentejo e no final das fegas os trocavam por roupas e tecidos, os de Estremoz, de Miragaia, de Fervença...

Os estanhos, os cobres, e na cozinha os ferros forjados e outras curiosidades do artesanato alentejano - marcadores de pão e bolos, as pintadeiras, dedeiras ou canudos e os trabalhos em chifre como as cornas e os polvorinhos.

E não podemos deixar de referir a colecção de arte sacra. Os Cristos, a sua grande colecção, nas mais diversas apresentações e representações são, essencialmente, em madeira e de arte popular. Feitos por quem tinha um certo jeito, faziam parte do enxoval das noivas, em tempos idos no Alentejo!

 

terça-feira, 23 de abril de 2013

MUSEU DA TAPEÇARIA DE PORTALEGRE






É um museu, projetado pelo gabinete de arquitetura Arquiespaço - Arquitetura e Planeamento, lda. da autoria do arq. Fernando Sequeira Mendes, especificamente dedicado à apresentação, conservação e estudo de uma parcela fundamental do património artístico nacional representado pelas Tapeçarias de Portalegre. Para a sua constituição foi imprescindível o apoio do Instituto Português de Museus e a colaboração da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, que contribuiu, para a constituição do museu, com o depósito de um conjunto significativo de colecções.
Ao atribuir ao Museu de Tapeçarias de Portalegre o nome de Guy Fino pretendeu-se prestar a justa homenagem ao homem que definitivamente integrou Portugal na lista dos grandes produtores internacionais de Tapeçaria.
Guy Fino tinha um profundo conhecimento da Indústria de Lanifícios que, aliado a uma enorme capacidade de captação de artistas para a experiência da tapeçaria moderna, foi um dado precioso no desenvolvimento do projecto das Tapeçarias de Portalegre. Essa tarefa terá sido facilitada, certamente, pelas possibilidades plásticas decorrentes do desenvolvimento do ponto de Portalegre, criado por Manuel do Carmo Peixeiro, que confere a estas tapeçarias extraordinária capacidade de expressão e uma total fiabilidade na interpretação do desenho. Manuel do Carmo Peixeiro foi aliás outra das figuras preponderantes na fase inicial desta indústria/arte, pois que, para além de "inventor" do ponto, trabalhou muito com os irmãos Fino, e com Guy Fino em particular, nos contactos iniciais com artistas no âmbito da produção das primeiras tapeçarias, projecto a que dedicou sempre uma enorme dedicação e interesse, mesmo após ter deixado de participar na sociedade que lançou o projecto.
O Museu dispõe, para além das áreas de exposição permanente, de uma Galeria de Exposições Temporárias e de um Auditório com capacidade para 150 pessoas. A Cafetaria, o Foyer e o Jardim são espaços complementares de fruição pública, com capacidade de adaptação a diversas actividades de carácter lúdico e cultural.
O Museu da Tapeçaria de Portalegre, para além da sua componente histórica, é acima de tudo um Museu de arte contemporânea, constituído a partir de uma colecção base, que vai crescendo e acompanhando os movimentos artísticos contemporâneos que continuam a exprimir-se na Tapeçaria.

 Exposição
O Museu encontra-se dividido em dois núcleos distintos; no primeiro, correspondente ao piso térreo, apresenta-se a componente histórica relativa à Manufactura de Tapeçarias de Portalegre bem como os processos técnicos de execução da tapeçaria de Portalegre, enquanto que o segundo núcleo, no piso 1, é dedicado á apresentação exclusiva de obras de tapeçaria, tentando seguir, tanto quanto possível, uma linha cronológica que acompanha o desenvolvimento desta arte, desde o seu nascimento em Portalegre, em finais dos anos 40 do século XX, até à actualidade.
Assim, podem ser vistas obras de uma grande variedade de autores, nacionais e estrangeiros que têm feito tapeçaria em Portalegre, de entre os quais destacamos Almada Negreiros, Guilherme Camarinha, Maria Keil, Júlio Pomar, Vieira da Silva, Maria Velez, Costa Pinheiro, Sá Nogueira, Lurdes de Castro, Eduardo Nery, Menez, Graça Morais, José de Guimarães ou ainda Jean Lurçat e Le Corbusier, entre muitos outros.
O número de artistas envolvidos na tapeçaria de Portalegre levou-nos a optar por um programa museológico que obedece à necessidade de circulação das obras. Daí que a colecção de tapeçarias não seja uma colecção permanente podendo o público encontrar sempre novos motivos de interesse em cada visita ao museu.

sábado, 20 de abril de 2013

SAUDADES



A nova fonte da minha aldeia1

Sinto muitas saudades do local
Onde brincava em criança
Era um tempo, deveras ideal
que nunca me sai da lembrança.

A nova fonte da minha aldeia!

Está linda, de verdade
Não me canso de a contemplar
Sentindo sempre saudade
e servindo para me alegrar!

GTD


SAUDADES

Diz a lenda que o termo foi cunhado na época dos Descobrimentos portugueses e do Brasil colónia, quando esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.
Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia.

Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular. "Saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, falta, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".
No Brasil, o dia da saudade é comemorado oficialmente em 30 de janeiro retamente ligada à tradição marítima lusitana.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

HISTÓRIA DO DIA DAS MENTIRAS

Carnaval do Miguel no colégio em 2013, com 8anos, no 3.º ano
DIA DAS MENTIRAS


Há muitas explicações para o 1.º de abril se ter transformado no dia da mentira, também conhecido como dia das mentiras, dia das petas, dia dos tolos (de abril) ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira  surgiu em França . Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março , data que marcava a chegada da primavera . As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como "Dia dos Tolos (de abril)"; na Itália e na França ele é chamado, literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efémera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

DIFERENÇA ENTRE POESIA E POEMA

Título: girassol
Técnica: Pintura no gesso
GTD
Um poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia). Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Segundo vários autores, o poema é um objeto literário com existência material concreta, a poesia tem um carácter imaterial e transcendente.
Fortemente relacionado com a música, beleza e arte, o poema tem as suas raízes históricas nas letras de acompanhamento de peças musicais. Até a Idade Média, os poemas eram cantados. Só depois o texto foi separado do acompanhamento musical. Tal como na música, o ritmo tem uma grande importância.
Um poema também faz parte de um sarau (reuniões em casas particulares para expressar artes, canções, poemas, poesias etc).
  • Poema: obra em verso em que há poesia.
  • Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem.

 História

Na Grécia Antiga o poema foi a forma predominante de literatura. Os três gêneros (lírico, dramático e épico) eram escritos em forma de poesia. A narrativa, entretanto, foi tomando importância, ficando a poesia mais relacionada com o gênero lírico.
A poesia tinha uma forma fixa: seus versos eram metrificados, isto é, observavam os acentos, a contagem silábica, o ritmo e as rimas. A contagem silábica dos versos foi sempre muito valorizada até o início do século XX quando a obra que não se encaixasse nas normas de metrificação não era considerada poesia. Isto mudou com a influência do Modernismo- movimento cultural, surgido na Europa que buscava ruptura com o classicismo. Atualmente o ritmo dos versos foi liberado e temos os chamados "versos livres" que não seguem nenhuma métrica.

 

terça-feira, 16 de abril de 2013

DIA MUNDIAL DA VOZ EM 16 DE ABRIL DE 2013

Homenagem à voz da minha Professora do 1.º ciclo da Ensino Básico, na Antiga Escola da Chaveira.
Esse belo local é, agora utilizada para fins culturais, onde as nossas vozes se fazem ouvir para conviver, ensinar e aprender.
 
Hoje é o Dia Mundial da voz
Devemos festejar e admirar
As vozes que são importantes
para todos nós.
A voz é para estimar.
 

A voz,
precisa rastreio
para ver se tudo está bem

e, por este meio
saberemos o que convém.
 

A voz,
é deveras imprescendível
... para ser menosprezada
Sobretudo, pelos  profissionais
que vivem dela,

deve ser bem tratada.

A voz!
É precisa para comunicar

e para animar!
e, sem ela como viver?
a voz é dinâmica
Não a elevemos demasiado
para a proteger.
 

A voz,
para cantores
para professores
e outros comunicadores
que vivem apenas
da sua voz
é maravilhosa
e bem harmoniosa!

A voz,
para mais a cuidar
é necessário
beber muita água
  para hidratar a voz
 Usar o microfone
para proteger
a sua bela voz
 não fumar
para evitar
a doença da voz
Proteger as cordas vocais
evitando o frio
e outras coisas mais.
 
G.T.D.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

LINDA MENSAGEM PARA REFLETIR

Ponte Romana na Sertã

MENSAGEM   LINDA!

William Shakespeare, dizia:
Sinto-me sempre feliz, sabes porquê? Porque não espero nada de ninguém. Esperar dói sempre.

* Os problemas não são eternos, sempre têm solução, o único que não se resolve é a morte.

*Não permitas que ninguém te insulte, te humilhe e te baixe a auto-estima. Os gritos são a arma dos cobardes, dos que não têm razão.

*Encontraremos sempre gente que te queira culpar dos seus fracassos e cada um tem o que merece.
Guarda as boas recordações para os maus momentos e escuta...
Aponta a vida a dizer o que sentes, a sentir o que vales, a sonhar o que queiras e a saber que te sobra em ter o que tens.

* Há que ser forte e levantar-se dos obstáculos que nos põem na vida para nos avisarem que depois de um túnel escuro e cheio de solidão, vêm coisas muito boas.
"Não há mal que por bem não vença"

*Por isso, disfruta a vida, porque ela é muito curta, por isso, ama-a, sê feliz e sorri sempre, vive intensamente para ti e por ti.
Recorda:
- Antes de discutir, respira.
- Antes de falar, escuta.
- Antes de criticar, examina-te.
- Antes de escrever, pensa.
- Antes de ferir, sente.
- Antes de render-te, tenta.
- Antes de morrer, VIVE...!!

*A melhor relação não é aquela que une pessoas perfeitas, mas aquela em que cada indivíduo aprende a viver com os defeitos dos outros e a admirar as suas qualidades.

*Quem não valoriza o que tem, algum dia lamentar-se-á por tê-lo perdido e quem faz mal, algum dia receberá o merecido.
Se queres ser feliz, faz feliz alguém, se queres receber, dá um pouco de ti, rodeia-te de pessoas boas e sê uma delas.

*Recorda que, às vezes, de quem menos esperas é quem te fará viver boas experiências!
Nunca arruines o teu presente por um passado que não tem futuro.

* Uma pessoa forte sabe como manter a sua vida em ordem. Mesmo com lágrimas nos olhos, sabe dizer com um sorriso que está bem. Uma pessoa nunca sabe o que vai suceder e, é bom que nunca o saiba. Se fosse mau não valeria a pena tê-lo vivido. Se tudo fosse como te gostaria que fosse e se tudo fosse uma certeza, não serias um homem, serias uma máquina.

* Deus é bom, viveu as tuas tristezas e disse que os tempos difíceis passaram.




 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

LIVRO DE UM CONTERRÂNEO PARA LER E DIVULGAR



Autógrafo no livro do autor:
João Matias Beija Flor


Obrigada por tão linda dedicatória!

Irei ler este livro com interesse e direi as minhas impressões, mas pela observação geral
nota-se  que deve valer a pena, dedicar algum tempo à  sua leitura.

JANTAR ANUAL DE DOIS GRUPOS DE ESCOLAS EM INTERCÃMBIO



Amigas de Fãs de Voluntariado e Artesanato

Os lindos trabalhos
neste grupo animado
que nos vários atalhos
onde têm  caminhado
A todos têm encantado
por tão bela união
e habilidade demonstrada
como uma bela canção
que alegra o coração
ao longo da  grande estrada!



O nosso jantar anual,
de intercãmbio cultural
de duas escolas unidas
com as amigas queridas
tem sido bem gratificante
Não só pela animação
que a todos encante
trabalhando com dedicação!

sábado, 30 de março de 2013

LENDA DO FOLAR DA PÁSCOA


 
Violetas que os afilhados davam às madrinhas no Domingo de Ramos e elas davam o folar no Domingo de Páscoa
 
 LENDA DO FOLAR DA PÁSCOA
 

Segundo a lenda, uma rapariga, de seu nome Mariana, que pretendia casar cedo rezou fervorosamente a Santa Catarina para que lhe concedesse a realização desse seu desejo. A santa ouviu-a e fez-lhe chegar dois pretendentes. Ambos eram jovens e atraentes, mas um era um fidalgo rico e o outro, um lavrador pobre. Tornou, por isso, a jovem a rezar a Santa Catarina, pedindo-lhe que a ajudasse a fazer a escolha certa. Enquanto rezava, apareceu-lhe à porta o lavrador pobre a pedir-lhe uma resposta até ao Domingo de Ramos que estava já próxima. Pouco depois, surgiu o fidalgo rico com idêntico pedido.
Chegado o Domingo de Ramos, veio uma vizinha avisar a jovem de que ambos os pretendentes se tinham encontrado a caminho de sua casa e, tomando-se de razões, começaram a lutar violentamente. A jovem acorreu ao sítio onde ambos se engalfinhavam e, depois de pedir o auxílio da santa, exclamou “Amaro”, o nome do lavrador pobre, fazendo recair a escolha sobre ele e aprazando-se o casamento para o domingo de Páscoa.
Andava a jovem atormentada, porque a avisaram que o fidalgo jurara aparecer no dia do casamento para matar o noivo. Por isso, na véspera do Domingo de Páscoa, tornou a rezar a Santa Catarina, que lhe apareceu a sorrir, apaziguando-a. Em ação de graças, no Domingo, foi à igreja pôr um ramo de flores no altar da santa. Ao regressar a casa, viu em cima da mesa um grande bolo, com ovos inteiros ao centro e enfeitado com as flores que ela ofertara à santa. Entretanto, também Amaro recebera um bolo idêntico. Pensaram que teria sido oferta do fidalgo e foram agradecer-lhe. Porém, também este tinha recebido um bolo semelhante. Concluíram que era um prodígio de Santa Catarina, com o objetivo de os apaziguar e trazer a concórdia num dia que devia ser de felicidade.
Dado que era enfeitado com flores, inicialmente, o bolo chamava-se “folore”, devido às flores que o adornavam, passando com o tempo a chamar-se folar e mantendo a tradicional simbologia de sinal de reconciliação. Por altura da Páscoa, era costume, o afilhado levar um ramo de violetas à madrinha de batismo que, em troca, lhe oferecia um folar.

Transmitida por utentes da Misericórdia de Cardigos

 

sexta-feira, 29 de março de 2013

RECEITA DE UM FOLAR PASCAL

 RECEITA DE UM FOLAR PASCAL


2 ovos cozidos.
  • 7 ovos caseiros.
  • 50gr de fermento de padeiro.
  • 150 ml de leite morno.
  • 750 gr de farinha.
  • Metade de um pacote de margarina (125 gr) cortada em pedaços.
  • 200gr de açúcar amarelo.
  • Canela em pó q.b
  • Erva doce q.b
  • Umas gotinhas de essência de baunilha.
  • 1 ovo para pincelar.
  • 4 colheres de sopa de mel.
  • 1 pitada de sal grosso.


  • Junte a farinha com o fermento dissolvido no leite. Amasse bem e deixe a massa levedar até duplicar de tamanho. À parte junte o açúcar com o mel e a manteiga, junte esta mistura à massa. Vá adicionando um ovo de cada vez e amasse, outro ovo e amasse. Junte o sal, a canela, a erva doce, a essência de baunilha. Amasse de fora para dentro insistentemente e batendo com a massa com força. Depois de estar bem amassada, desenhe uma cruz na massa e deixe a massa descansar novamente, para levedar, tape com um pano, para aumentar de volume, fica a levedar durante hora e meia. Depois retira uma pequena quantidade de massa e faz  quatro tiras de massa, reserve. Faça duas bolas com a restante massa e achata-as. Coloca um ovo no centro de cada bola , cobre-os com as tiras de massa que reservou. Deixa descansar mais um quarto de hora. Pincele os folares com o ovo batido. Unte um tabuleiro com margarina e polvilhe com farinha. Ponha os folares no tabuleiro. Leve ao forno a 180º, durante cerca de 40 minutos. Depois de prontos, pincele-os com mel derretido

    POEMA NA PÁSCOA DE 2013

    Trabalho coletivo de utentes, animadoras e voluntárias da Santa Casa da Misericórdia de Cardigos


    POEMA DE PÁSCOA


    Mais uma festa a comemorar
    e que devemos adorar
    num memorável  e grande dia,
    em que Jesus ressuscitou
    dando-nos imensa alegria
     o Senhor, que muito nos amou!
     
     
    É tempo de solidariadade,
    De darmos as mãos,
    num abraço de lealdade,
    como verdadeiros irmãos.
     

    É tempo de perdoar
    de se reconciliar
    de agradecer
    e de nunca esquecer
    o sofrimento do Senhor
    com todo o amor.
     
    É tempo de pedir perdão
    de vivermos em união
    de praticar mais caridade
    mais amor e bondade.
     
     
    Gracinda Tavares Dias
     
    Que esta Páscoa de 2013, seja feliz para todos!

    quinta-feira, 28 de março de 2013

    A TRADIÇÃO DO COZER DO PÃO


     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    Título: o pão
     
     
    óleo sobre tela de Gracinda tavares Dias
                                  espigas de milho para pão
     
     
    O COZER DO PÃO

     

    Nos vários fornos da aldeia,

    Toda a gente cozia o pão.

    Quem não tinha o forno, pedia

    Entendendo-se, com união.

     

    As mulheres é que se encarregavam

    Da  cozedura do pão, desta maneira:

    Misturavam à farinha, água, sal e fermento,

    Dando socos a esta mistura, numa masseira.

     

    Cozia-se muito pão de milho, broa

    Por este cereal ser mais cultivado.

    A quantidade era de quinze a vinte pães,                   

    Como maior ou menor fosse o agregado.                                  

     

    Isto dava para uma ou duas semanas

    E, se entretanto, o pão acabasse

    Pediam um ou dois aos vizinhos. 

    E, devolviam a quem lhos emprestasse.

     

    O forno era, normalmente aquecido

    Com ramos de estevas ou pinheiro 

    Logo que estivesse boa a temperatura

    Teriam de limpar a cinza primeiro.

     

    Para separar as cascas do grão

    A farinha, sempre peneiravam

    E, o farelo era misturado na comida

    Que aos porcos e galinhas davam.

     

    MULHER MODERNA



    Transmitido por:
    Elvira de Jesus
    Utente da Misericórdia de Cardigos


    MULHER MODERNA

     

    Como os homens são ternos!

    E, nesses lares modernos,

    A mulher é quem costuma lá mandar.

    Ele é um pau mandado,

    Eu vou-lhe já mostrar,

    Como é bela esta vida de casado.

    Se vocês vissem

    O marido da vizinha,

    Lava a louça,

    Trata a casa

    E também cuida da cozinha!

     

    Quem foi que disse

    Que a mulher é coisa fraca?

    Ai é, pois sim,

    Isso era dantes!

    Mas há coisas mais modernas.

    Eu, agora coso as meias

    E ela faz a barba às pernas.

    Como tudo isto mudou

    E a mulher se transformou!

    Ela agora vai para a rua,

    Tem emprego!

    Ele fica em casa,

    Qual borrego!

    A fazer o que ela dantes lá fazia.

     

    sexta-feira, 22 de março de 2013

    PÁSCOA

    lindo arranjo floral para enfeitar as casas na Páscoa

    Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem  é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação, que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 dC. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canónico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.

     

    Origem do nome

    Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesah, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
    A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida).
    No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah.

     Páscoa Cristã

    A Páscoa cristã celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, o seu corpo foi colocado num sepulcro, onde  permaneceu por três dias, até à sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
    A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
    A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.