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sexta-feira, 13 de março de 2026

GRUPO DE ARTES NUMA ESCOLA

pega de guardanapo, da autoria de: 
Gracinda Tavares Dias

flores em  crochet da autoria de: 
Gracinda Tavares Dias

Convívio do grupo da Escola de Artes

Trabalhos de conjunto, orientados pela voluntária Elisabete Mateus de Car4digos

o mesmo trabalho

Bordados e outros trabalhos de conjunto

Trabalho de franja de macramé e bordado de Elisabete Mateus

Trabalho de escamas de peixe da autoria de Maria do Carmo de Casais de S. Bento, orientada pela voluntária Nazaré Marques

Trabalhando em conjunto, em troca de
saberes e voluntariado

 

quinta-feira, 12 de março de 2026

TRABALHOS ARTÍSTICOS FEITOS NA ESCOLA DE ARTES DE CHAVEIRA DE CARDIGOS, MAÇÃO

garrafão craquelado e com decoupage da autoria de Gracinda Tavares Dias, feito na Escola de Artes de Chaveira de Cardigos
Escola de artes de Chaveira, onde funcionou um grupo de artes, em voluntariado, na troca de saberes

trabalho de bainha aberta no bastidor

trabalho de Elisabete Mateus, de Cardigos

Trabalho de escamas de peixe da autoria de Nazaré Marques


Trabalho de enrolamento em pequenas bolinhas de papel e sua colagem, da autoria de Gracinda Tavares Dias, com orientação da técnica do Clube Sénior do Município de Mação, que ainda funciona na referida Escola



flor em lã com pérola aplicada numa argola de cortina, da autoria de Gracinda Tavares Dias
 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

TRABALHOS ARTÍSTICOS

Aqui mostramos vários trabalhos executados pelo grupo, bem como o nosso local de reuniões de aprendizagem e lazer. Apresentamos também a escola antes das obras e depois delas. Temos feito a manutenção da escola que pertence ao Município de Mação a quem agradecemos pela cedência deste lugar bem acolhedor.

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

ANALFABETISMO

Antigamente nas nossas aldeias não eram muitas as pessoas que sabiam ler e escrever Embora já por volta de 1800 e até antes se encontrassem nas certidões de batismo, assinaturas de pessoas, principalmente homens destas aldeias. Durante a vida, fui ouvindo falar nestes assuntos. Como não havia escola, nestas aldeias de Chaveira, Chaveirinha e São Bento, alguns pais mandaram os filhos aprender a ler, escrever e contar noutras terras. Por volta do princípio do século XX, dois alunos da Chaveira e dois da Chaveirinha foram aprender a ler às Cimadas. Houve ainda um aluno da Chaveira Uma senhora da Chaveirinha dizia que em pouco mais de um mês aprendeu a ler e a escrever. Ensinou-a um senhor seu vizinho Em São Bento, como sabemos, havia o padre Silva Tavares, grande mestre, Eu ouvia falar num senhor que foi para Espanha e de lá para o Brasil e um senhor missionário que esteve na China. Ainda tive a sorte de o conhecer. Pessoas cultas, onde terão começado a aprender as primeiras letras? Era interessante que alguém com capacidade e vontade, angariasse estas informações para conhecimento futuro. Houve ainda um aluno da Chaveira, que foi à escola ao Freixoeiro. Ficava lá toda a semana. Deois pensaram em fazer uma escola. Havia pessoas de São Bento que diziam que a escola devia ser feita no Vale daS Portelas, para ficar mais perto de todos os alunosQuando o meu filho Acabou por ser feita na Chaveira, onde se encontra hoje. Penso que se encontrará lá um livro com informações importantes. Começaram a vir à escola quase só rapazes. Os pais achavam que só eles precisavam de saber ler e escrever. Ainda houve uma altura, pelos anos 50, por iniciativa da professora, aulas à noite, à luz dos antigos candeeiros de petróleo. Muitas raparigas foram aprender e foram a Mação fazer o exame da terceira classe. Para muitas deu muito jeito, para escreverem ao namorado. Alguns rapazes aprenderam as letras na tropa. Não sei em que ano começou a funcionar a escola. Mas ouvi esta expressão a uma senhora da Chaveirinha: "Quando o meu filho mais velho foi para a escola, j+a punha a navalha na cara. Dá para entender." Depois começou a ser obrigatório a ida à escola, de alunos e alunas das três aldeias. Eeram muitos. O pior foi sempre para os alunosque vinham de mais longe, os de São Bento que terão muitos episódios para contar. Mesmo assim, isso não impediu que dos alunos que passaram por esta escola, fizessem cursos superiores e que muitos em Portugal, na Europa, na África ou na Am+erica fossem pessoas de grande iniciativa. Hoje a escola é um lugar onde se encontram senhoras para partilhar saberes, , trabalhos manuais e de lazer. Está muito bem aproveitada. Também agora têm sido aí realizadas aulas do clube sénior do Município de Mação todas as quartas de tarde, em parceria com o projeto escola de artes da escola. tem sido muito gratificante. Assim a escola não ficou ao abandono, desde 2004, altura em que deixou de haver alunos do primeiro ciclo do ensino básico.

domingo, 28 de abril de 2019

CARTA DE UMA PROFESSORA SOBRE O PASSADO EM CONFRONTO COM A ATUALIDADE





























CARTA DE UMA PROFESSORA DO ENSINO PRIMÁRIO

Quando os meninos me pediam "papel macio pró cu e roupa boa prá gente" ...
Um dos textos que mais me custou a escrever e por isso tem mais lágrimas do que palavras.

Estávamos ainda no século XX, no longínquo ano de 1968, quando a vida me deu oportunidade de cumprir um dos meus sonhos: ser professora.

Dei comigo numa escola masculina, ali muito pertinho do rio Douro, na primeira freguesia de Penafiel, no lugar dr Rio Mau.
Era tão longe, da minha Rua do Bonfim, não podia vir para casa no final do dia, não tinha a minha gente, e eu era uma menina da cidade com algum mimo, muitas rosas na alma, e tinha apenas 18 anos.

Nada me fazia pensar que tanta esperança e tanta alegria me trariam tanta vida e tantas lágrimas.

Os meninos afinal eram homens com calos nas mãos, pés descalços e um pedaço de broa no bolso das calças remendadas.
As meninas eram  mulheres de tranças feitas ao domingo de manhã antes da missa, de saias de cotim, braços cansados de dar colo aos irmãos mais novos, e de rodilha na cabeça  para aguentar o peso dos alguidares de roupa para lavar no rio ou dos molhos de erva para alimentar o gado.

As mães eram mulheres sobretudo boas parideiras, gente que trabalhava de sol a sol e esperava a sorte de alguém levar uma das suas cachopas para a cidade, "servir" para casa de gente de posses.
Seria menos uma malga de caldo para encher e uns tostões que chegavam pelo correio, no final de cada mês.

Os homens eram mineiros no Pejão, traziam horas de sono por cumprir, serviam - se da mulher pela madrugada, mesmo que fosse ao lado das vacas enquanto os filhos dormiam (quatro em cada enxerga), cultivavam as leiras que tinham ao redor da casa , ou perto do rio e nos dias de invernia, entre um jogo de sueca e duas malgas de vinho que na venda fiavam até receberem a féria, conseguiram dar ao seu dia mais que as 24 horas que realmente ele tinha. Filhos eram coisas de mães e quando corriam para o torto era o cinto das calças do pai que "inducava" ... e a mãe também  "provava da isca" para não dizer amém com eles...

E os filhos faziam-se gente.

E era uma festa quando começavam a ler as letras gordas dum velho pedaço de jornal pendurado no prego da cagadeira da casa...o menino já lia...ai que ele é tão fino...se Deus quiser, vai ser um homem e ter uma profissão!

Ai como a escola e a professora eram coisas tão importantes!

A escola que ia até aos mais remotos lugares, ao encontro das crianças que afinal até nem tinham nascido crianças...eram apenas mais braços para trabalhar, mais futuro para os pais em fim de vida, mais gente para desbravar os socalcos do Douro, mais vozes para cantar em tempo de colheitas.

E os meninos ensinaram-me a ser gente, a lutar por eles, a amanhar a lampreia, a grelhar o sável nas pedras do rio aquecidas pelas brasas, a rir de pequenas coisas, a sonhar com um país diferente, a saber que ler e escrever e pensar não é coisa para ricos mas para todos, para todos.

E por lá vivi e cresci durante três anos e por lá fiz amigos e por lá semeei algumas flores que trazia na alma inquieta de jovem que julgava conseguir fazer um mundo menos desigual. E foi o padre António Augusto Vasconcelos, de Rio Mau, Sebolido, Penafiel, que me foi casar ao mosteiro de Leça do Balio no ano de 1971 e aí me entregou um envelope com mil oitocentos e três escudos (o meu ordenado mensal) como prenda de casamento conseguida entre todos os meus alunos mais as colegas da escola mais as senhoras da Casa do Outeiro. E foi na igreja de Sebolido que batizou o meu filho, no dia 1 de Janeiro de 1973.

E é deste povo que tenho saudades.
O povo que lutou sem armas, que voou sem asas, que escreveu páginas de Portugal sem saber as letras do seu próprio nome.

Hoje o povo navega na internet, sabe a marca e os preços dos carros topo de gama, sabe os nomes de quem nos saqueia a vida  e suga o sangue, mas é neles que vai votando enquanto espera de um milagre de Fátima,, duns trocos que os velhos guardaram, do dia das eleições para ir passear e comer foro, de saber se o jogador de futebol se zangou com a gaja que tinha comprado com os seus milhões, e claro de ver um filmezito escaldante para aquecer a sua relação que estava há tempos no congelador.

As escolas fecharam-se, os professores foram quase todos trocados por gente que vende aulas aqui, ali e acolá, os papás são todos doutores da mula russa e sabem todas as técnicas de educação mas deseducam os seus génios, os pequenos/grandes ditadores que até são seus filhinhos e o país tornou-se um fabuloso manicómio onde os finórios são felizes e os burros comem palha e esperam pelo dia do abate

Sabem que mais?!
Ainda vejo as letras enormes escritaros no quadro preto da escola masculina, ao final da tarde de sábado, por moços de doze e treze anos com estes dois pedidos que me faziam: "Professora vá devagar que a estrada é ruim, e não se esqueça de trazer na segunda feira, papel macio pró cu e roupa boa dos seus sobrinhos prá gente".

Esta gente foi a gente com quem me fiz gente.

Hoje, não há gente...é tudo transgénico.

O povo adormeceu à sombra do muro da eira que construiu mas os senhores do mundo, estão acordadinhos e atentos, escarrapachados nos seus solários "badalhocamente" ricos e extraordinariamente felizes porque reinventaram novos escravos.

Dizem que "já estamos no século XXI"...





sábado, 27 de abril de 2019

A ÁRVORE DE ESTIMAÇÃO DA ANTIGA ESCOLA PRIMÁRIA DE CHAVEIRA, CHAVEIRINHA E SÃO BENTO

 
A árvore da antiga escola primária de Chaveira, Chaveirinha e São Bento estava já a estragar o edifício devido aos seus grandes ramos estarem em cima do telhado.
Deste modo havia quem quisesse destruir a árvore, mas chegou-se à conclusão que era preferível desramá-la.
Assim, o Vice - Presidente do Município de Mação, Engenheiro António Louro resolveu convocar a Proteção Civil para realizar o trabalho.
Como ainda tinha ficado um grande ramo em cima do telhado seria necessário desramar mais um pouco a árvore.
Tivemos a sorte de um madeireiro, que é morador e amigo da escola e dos melhoramentos da nossa aldeia finalizar o trabalho, na melhor perfeição.
Muito obrigada ao Município de Mação e a este nosso amigo Fernando.
Agora até temos lenha para a lareira e salamandra de aquecimento central da escola, sem ter que comprar.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SEGUNDA ESCOLA ONDE LECIONEI

2.ª Escola Primária onde lecionei
NAMPULA, MOÇAMBIQUE
Ano letivo de 1967/1968
Aqui vivi com um irmão, cunhada e dois sobrinhos pequeninos

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ESCOLA VIVA DOS VALES (antiga Escola Primária) POESIA



ESCOLA VIVA DOS VALES DE CARDIGOS


A Antiga Escola dos Vales de Cardigos
Foi transformada em Escola Viva,
Por um grupo de Senhoras Voluntárias
Que aí  fazem trabalhos, de forma activa.

Além dos lindos trabalhos manuais
Que são feitos em partilha de saberes,
Convivem, com saúde, amor e alegria,
Nas belas horas dos seus lazeres.

Com a Casa da Cultura de Chaveira
Tem havido intercâmbio Cultural,
Na  mesma partilha de saberes
E, na  visita de estudo, anual.


No 1.º fim de semana de Agosto
 Num passeio de estudo e lazer,
Iremos à atraente Feira de Nisa
O que será para nós um prazer.

Esperamos o transporte gratuito
Do nosso Município de Mação,
Pois é em prol do lazer e cultura
E, agradecemos a colaboração.


Autora da poesia: Gracinda Tavares Dias

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MAIS UM QUADRO ACABADO DE FAZER

Quadro a óleo, acabado de fazer, na 5.ª feira, dia 23 de Setembro de 2010, na Escola de Pintura do Município de Mação.

Na foto estou já a assinar.

Esta tela deu-me muito prazer a pintar.

Trata-se da Aldeia de Mesão Frio, terra onde vivo, embora tenha nascido na Chaveira.

Observei o real, desenhei e pintei. Completei o trabalho por uma foto do local.

A Ribeira de Mesão Frio faz a fronteira entre o Concelho de Mação e o de Proença- a- Nova.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Historial do Grupo"Partilha de Saberes"

Poesia ao Grupo de Artes e Convívio

Decorridos os felizes 6 anos
Do nosso Grupo formado,
Aqui nos temos mantido
E muito temos estimado.

Trata-se de partilha de saberes
Em regime de Voluntariado,
Dos mais variados trabalhos,
Que nos têm encantado.

Num local bem atraente
Que é a nossa Antiga Escola,
Sentimo-nos tão felizes,
Como quando íamos de sacola.

A nossa antiga e bela Escola
Foi cedida pelo Município,
Para desenvolver as actividades
E o convívio desda o princípio.

Frequentado por 14 pessoas
Este Grupo de encantar,
 Ansiamos sempre pelo dia
Que muito nos vem alegrar.

Participamos em vários eventos
De estudo e animação Cultural,
Como, exposições e feiras-Mostra
E no bem divertido passeio anual.

Com a Escola Viva dos Vales
Fazemos intercâmbio Cultural,
Que muito nos tem encantado
E, tem sido mesmo funcional!

Trabalhando em conjunto
Favorece mais o convívio,
E podemos ser prestáveis
E, na vida sentir alívio.

Agradecemos o passeio à FIL
Ao nosso Município de Mação.
E, também a pintura da Escola 
E o espaço da nossa animação.

Pela limpeza do exterior da Escola
Agradecemos à Junta de Freguesia.
 O ambiente ficou mais agradável
Contribuindo para mais alegria.




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ESCOLA DE PINTURA DO MUNICÍPIO DE MAÇÃO

Após deixar a Escola de Pintura a óleo, de Fuentes de Oñoro, Espanha, ingressei na Escola de Pintura do Município de Mação, onde continuei a aperfeiçoar-me na mesma técnica e outras, como seja: carvão, pastel seco e pastel de óleo e técnica do desenho.

Esta Escola é orientada pelo Professor italiano, Massimo Esposito que , sempre bem disposto, nos alegra e ensina, nestas aulas proveitosas.

Os seua assistentes, Luís e Eugénia também nos ensinam da melhor maneira.

Já fizémos imensas exposições colectivas na Biblioteca de Mação, no Cine-Teatro e na Feira Mostra de Mação.

Os alunos de Cardigos fizeram também uma exposição das suas obras de arte, em Cardigos.

A obra em curso é um Retrato a Óleo, da minha filha.

Gosto muito de pintar o real, ao vivo, ou através de fotografias.

Oportunamente, serão publicados aqui, alguns dos meus quadros feitos nas duas localidades mencionadas.

Gracinda Tavares Dias