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segunda-feira, 20 de abril de 2015

UTENSÍLIOS PARA O FABRICO DO LINHO

1.arrinca do linho       

2.ripo

3.maço e mangual                                                                                          

4.engenho de maçar linho de tracção hidráulica

5.modelo de engenho de maçar linho de tracção animal

6.espadela e espadeladouro

7.cortiço e espadeladouro

8.sedeiro

9.rocas e fusos

10.fiandeira

11.roda de fiar                     

12.sarilho

13.dobadoura

14.urdideira

15.caneleira

16.tear

17.tear de grade

sábado, 28 de março de 2015

AS FASES DO TRABALHO DO LINHO

O trabalho do linho passa por doze fases desde o cultivo até se tornar num fio pronto a tecer.
  1. Semear: o linho é semeado na primavera, no fim de Abril ou Maio. Requer um terreno bem estruturado e preparado, primeiro com o arado , depois com a enxada e finalmente com a grade. Depois de semeado, o linho é regado com frequência e mondado até à colheita, normalmente em Junho.
  2. Arrancar: em Junho a planta já está com a haste amarelada e é arrancada, quase sempre pela raiz.
  3. Ripar: as plantas arrancadas trazem ainda a "baganha" (semente), que é preciso separar do caule. Esta operação é feita com os ripeiras ou ripanços, que podem ser de vários tamanhos e tipos. São colocados em cima de carros de bois, ou presos nos cabeçalhos dos carros. Vários homens trabalham passando as "manadas" de linho pelos dentes do ripeiro, de forma a tirar-lhes a "baganha". Esta guarda-se em sacos, depois de joeirada.
  4. Enriar: as manadas de linho já ripado são apertadas em molhos e levadas para o rio, para fazer a curtimento. O linho é submerso na água, durante seis a oito dias, afim de separar as partes lenhosas do caule das fibras que vão ser utilizadas como têxteis.
  5. Secar: quando o linho está pronto, é retirado do rio e colocado a secar ao sol. Dispões-se em molhadas e aí permanece perto de quinze dias.
  6. Malhar: uma vez seco, estende-se o linho na eira, onde é batido com molhos, preparando-o para a operação seguinte.
  7. Macerar ou moer: o linho é moído num engenho formado por um tambor rotativo canelado em que engrena uma série de roletas, também canelados, dispostos a sua volta. Este engenho é movido por tração animal. O linho é colocado em camadas de forma a cobrir completamente o tambor e, depois de um lado, é virado e moído do outro. De seguida é retirado e disposto em molhos .
  8. Espadelar: ao sair do engenho, a parte lenhosa do linho vem partida , sendo necessário retira-la, bem como as partes mais grosseiras do linho. Nesta fase, o linho é batido com um cutelo de madeira, chamado espadela, em cima de uma tábua, chamada espadeladouro.
  9. Assedar: depois de limpas as impurezas as fibras são separadas por cumprimentos e espessuras. As mais longas e finas formam o linho, as mais curtas e grosseiras, a estopa. Para isso usam-se os sedeiros, instrumentos com dentes de aço finos e serrados, nos quais se passam as estrigas de linho. A estopa que fica, antes de ser fiada tem que se submeter a outra operação. Em manadas a estopa é passada no restelo, uma espécie de pente largo de madeira com dentes de aço grandes e pontiagudos. Depois de "penteada" a estopa está pronta a ser fiada.
  10. Fiar: a fiação do linho faz-se nos últimos meses do ano. A fiação, pode ser feita com a roca e o fuso, ou com o auxilio da roda de fiar. Depois da fiação , o linho é colocado em meadas. Estas são pesadas numa balanças especial, pois no caso do linho ser entregue para ser fiado por pessoas estranhas à família, era pago conforme o peso.
  11. Barrelar: antes de dobar e tecer as meadas é necessário branqueá-las. As meadas são embebidas em água dissolvida com cinza(esta cinza é obtida de madeira escolhida , tais como: casca de pinheiro, vide, oliveira e peneirada para não deixar passar os carvões).depois cozem-se as meadas no lume dentro de potes de ferro , juntamente com cinza e sabão. Fica a ferver o dia todo, juntando-se água sempre que preciso, para manter as meadas cobertas. No dia seguinte, retiram-se, deixando-se arrefecer e lavam-se. Seguidamente, coloca-se as meadas num "barreleiro"(cesto alto de trama muito apertada), cobrem-se com um pano. Vai-se deitando água a ferver e mantém-se o barreleiro quente durante vários dias. As meadas são depois novamente lavadas e postas a corar, repetindo-se a barrela e a cora alternadamente várias vezes. Finalmente põe-se a secar em paus ou arames e, quando secas, enrolam-se sobre si e guardam-se até serem dobradas.
  12. Dobrar e tecer: esta operaçõa consiste em dobrar o fio das meadas para novelos, utilizando-se para isso a dobadoura. Temos assim, o fio pronto para fazer a urdidura da tela e o fio da trama. É então tecido num tear manual.

sexta-feira, 2 de março de 2012

PINTURA A ÓLEO COM AS FIADEIRAS EM LABORAÇÃO


Título: As fiadeiras

Técnica: Óleo sobre tela

Data: 2000

Local: Escola de Pintura de Fuentes de Oñoro(Espanha, frnteira)

Autora: Gracinda Tavares Dias

Nota: Este quadro já foi vendido


O TRABALHO DO LINHO
A PREPARAÇÃO DAS FIBRAS

A preparação das fibras do linho para o uso têxtil consiste na separação das fibras lenhosas e das fibras têxteis. Esta operação é feita por processos diferentes conforme as regiões. A separação das fibras dos talos macerados realiza-se em dois processamentos, que na separação mecânica podem ser feitos numa só máquina.
  • Na trituração, o lenho é quebrado em pequenos pedaços, “aparas”, mediante a ação perpendicular de uma força sobre o talo. No trabalho manual a trituração era manual, mas modernamente usa-se já uma máquina, o triturador de linho. As aparas , contudo, aderem ainda em grande parte às fibras. À trituração segue-se a espadelagem.
  • Na espadelagem, o lenho quebrado é removido mediante o trabalho de cardagem e batidas, feitas no sentido dos talos. No trabalho manual é feito no espadelador manual e no mecânico mediante a turbina de espadelagem.
No processo mecânico destacam-se mesmo fibrilas dos feixes paralelos de filaça. Estas fibras curtas, desordenadas, formam a estopa de espadelagem. As fibras longas, paralelas, têm o nome de linho espadelado, enquanto as fibras curtas são chamadas de estopa espadelada. A última etapa de todo o processo é a assedagem, que consiste na separação das fibras longas, do linho, da estopa, que são mais curtas. A assedagem provoca mais um desmanchamento e uma purificação das fibras paralelas. Essa operação é feita manualmente pelo restelo ou na respectiva máquina, chamada espadela.
A finalidade da assedagem é desmanchar mais os feixes de filaça por meio de agulhas, e deixá-los mais finos. Durante este trabalho, fibras curtas são removidas mediante a penteagem (estopa de assedagem). É mais fina que a estopa de espadelagem. A fibra longa assedada tem o nome de linho assedado. Pode ser fiada mais fina que a estopa de espadelagem e de assedagem, e os fios apresentam maior resistência.
O rendimento da assedagem depende do tipo de linho.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

gracindatavaresdiaspintora: BAINHA ABERTA E FRANJA DE MACRAMÉ

Título: toalha de lavatório antigo

Técnica: bainha aberta e macramé ( franja de nós )

Material; pano de linho, agulha e linhas de bordar

Autora: Gracinda Tavares Dias

domingo, 8 de agosto de 2010

OUTRAS TÉCNICAS

BORDADO DE CASTELO BRANCO

                                  Este bordado é feito em linho e com linhas de seda natural.