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sábado, 30 de maio de 2026

ALDEIA DE CHAVEIRA DE CARDIGOS, MAÇÃO, SANTARÉM

 







A aldeia de Chaveira é uma pequena localidade rural da freguesia de Cardigos, no concelho de Mação, situada numa zona de transição entre a Beira Baixa, o Ribatejo e o Alto Alentejo. Esta localização confere-lhe uma identidade marcada pela mistura de influências culturais e paisagísticas dessas regiões.

A aldeia encontra-se rodeada por serras, pinhais e áreas naturais do interior centro de Portugal, sendo conhecida pelo ambiente tranquilo, pelas casas tradicionais de pedra e pela forte ligação à vida rural. A agricultura, a olivicultura e as tradições locais sempre tiveram um papel importante na economia e no quotidiano da população.

Do ponto de vista histórico e arqueológico, Chaveira destaca-se pela presença da Anta da Lajinha (ou Anta do Pereiro), um monumento megalítico com mais de quatro mil anos. Este sítio foi alvo de escavações arqueológicas e constitui um dos vestígios pré-históricos mais relevantes da região.

A aldeia mantém vivas diversas tradições populares, incluindo festas religiosas, convívios comunitários e a celebração de São Pedro, padroeiro local. Tal como outras povoações de Cardigos, enfrenta desafios relacionados com o envelhecimento e a diminuição da população, mas continua a preservar um forte sentimento de identidade e pertença entre os habitantes e os emigrantes que regressam durante as festividades.

Em resumo, Chaveira é uma aldeia típica do interior português, caracterizada pela riqueza natural, património arqueológico, arquitetura tradicional e um forte legado cultural ligado à história de Cardigos e de Mação.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Cardigos




Cardigos é uma freguesia portuguesa no concelho de Mação, localizada na região centro de Portugal. A sua principal atividade é o fabrico de velas, de fama internacional. Existem duas fábricas, que empregam bastantes pessoas da região. São uma grande fonte de riqueza. A Santa Casa da Misericórdia de Cardigos emprega bastante gente da zona e arredores. Existem dois restaurantes em Cardigos. Temos duas lindas igrejas e variadas capelas. O azeite é também uma importante fonte de riqueza. Na gastronomia, temos os tradicionais bolos fintos, filhós, cavacas, tigeladas, maranhos, bucho, etc. Também há apicultores, produzindo mel puro. Existem numerosos agricultores que vendem os seus produtos, nos quintais na praça, nos concelhos limítrofes. Cardigos dispõe de uma casa do cidadão e de um posto dos CTT. Em alguns locais existem bonitas zonas ajardinadas.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

AGRICULTURA DE ANTIGAMENTE


Como era antigamente na agricultura 

Hoje vou de carro à Carvalha. Quem pensaria isto há um século atrás? Pelo caminho ainda vou vendo umas calçadas feitas com pedra seca, onde em tempos passados havia bonitas oliveiras. Antes de chegar à Carvalha, mais umas calçadas com oliveiras, hoje desprezadas. Já cheguei à minha horta que quase não conheço, e para não ver as hortas do lado de lá da Ribeira cheias de silvas, fecho os olhos e abro a arca das minhas recordações. Já vejo as hortas cheias de milho, abóboras, feijão, beterrabas, as gilas a subirem pelas ladeiras acima, a picota, cinco oliveiras grandes com 200 ou mais anos, as figueiras carregadas de figos, o canto dos passarinhos, o gaio a espreitar o milho, o galego, o ferreiro e as gordinhas flosas a estudar a maneira de chegar à agúdia sem cair na armadilha. Ouço o barulho das pessoas vindo de todos os lados. os cânticos. Tudo isto parece um jardim. Vou à ribeira acima, moinho de pedra alveira, o moinho de pedra de milho, o açude da Carvalha, onde as mulheres da Chaveirinha vêm lavar as mantas ou pôr linho de molho. Vejo olivais centenários. No Porto os milheirais, onde cada pessoa procura ter o milho mais alto e mais forte, o andar das noras e já alguns motores, a velhinha ponte que atravessa a Ribeira. Ao lagar para cima continuam as hortas mimosas, os moinhos que trabalham 24 horas por dia, enquanto há água na ribeira. Ao chegar aos Portos Negros vou ao Pereiro acima, onde vou lavar a roupa no Verão, onde está a ponte de pedra. Voltando à ribeira do Bostelim continuo a ver as hortas cheias de milho. Qualquer pedaço de terra é cultivado. Vejo o moinho dos Matas, onde muitas pessoas vêm moer em troca de maquia. Isto para quem não tem quinhão noutros moínhos. Passo pela Costa Alta, Várzea Redonda, Horta Nova, Canadinha, o mesmo cenário de milho e oliveiras, um regalo para a vista. Chegada ao Vale Feito, o milho já vai estando maduro, está a ser apanhado. Aproveito para cortar um troço de milho alto, uns camisos mais fortes para fazer um moinho. Que bonito passeio, onde encontrei paredes que são verdadeiras obras de arte. Se cada pedra pudesse contar a sua história, quanto nos diria! Está na hora de abrir os olhos e voltar à realidade. Ia às Barreirinhas acima pensando naquilo que eu ouvi dizer há muitos anos que a nossa vida é como a sombra que passa, mas, pelo menos a ribeira ficará e continuará a cumprir a sua função Saibamos nós transmitir aos mais novos estes valores.

Créditos de:

Maria da Soledade Batalha

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

TRADIÇÕES DA MINHA TERRA NATAL POR UMA AMIGA DE INFÂNCIA


COSTUMES ANTIGOS, DE LUGARES CONHECIDOS 

 No domingo fui à missa louvar meu Bom Jesus. Atrasei-me mais um pouco de quem eu gostava. Ela ia à Cruz Apressei-me mais um pouco, meti-me em canseiras. Quando olhei lá para a frente já ela ia às Peneiras. Caminhei o mais que pude, mesmo no caminho torto, mas ela ia tão depressa, já ia à ponte do Porto. Conheci-a pelo lenço, sabia bem que era ela. Ela ia a fugir de mim, subiu a Costa da Vela. Eu corri quanto podia, dei cabo do coração. Fui por matos e carreiros. Fui esperá-la ao Tapadão. Quando ela lá passou estava eu a descansar, perguntei-lhe quase a medo se a podia acompanhar. Eu comecei a conversa sempre com boas falinhas, ela aceitou-me namoro à Capela das Alminhas. Quando cheguei a Cardigos tinha alegre o coração e ao despedir-me dela dei-lhe um aperto de mão. 



 Por Soledade Batalha 3/12/2021

terça-feira, 18 de outubro de 2016

PISCINA / PRAIA FLUVIAL DE CARDIGOS, MAÇÃO

Piscina  /  Praia Fluvial de Cardigos, Mação

VERGANCINHO

A caminho de Cardigos para a Chaveira, ou da Chaveira para Cardigos e Abrantes
De Mesão Frio, Mação, passando pela Roda e Casalinho de Cardigos, vindo de Castelo Branco

Local lindo e com muita animação

sábado, 27 de fevereiro de 2016

ATIVIDADES DE SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE CARDIGOS E VOLUNTARIADO

dobragens de caixas de papel
toalha grande e linda bordada

na piscina fluvial de Vergancinho de Cardigos, Mação

nas mesas de piquenique da mesma piscina/praia fluvial

aniversário dos 89 anos da minha madrinha do Crisma, Júlia Martins, da Chaveira de Cardigos
jogando às cartas no mesmo local

ajudando nos trabalhos culinários da Misericórdia de Cardigos

convívio de S. João na Santa Casa

mais um aniversário

na piscina Mnicipal de Mação, fazendo hidroterapia, com a fisioterapeuta da Instituição

Ao ar livre


as mais variadas atividades

ajudando na cozinha

jogando para desenvolver a memória e a concentração

visita de escuteiros

lindo ramo de rosas, oferecido pela família, no aniversário da Ti Emília do Corralão, Chaveira de Cardigos

sexta-feira, 29 de maio de 2015

HISTÓRIA DE CARDIGOS, MAÇÃO, SANTARÉM, BEIRA BAIXA, PORTUGAL

Cardigos
 
cardigos
 
A situação geográfica da vila de Cardigos, é sem dúvida curiosa, pois fica precisamente no centro do país, entre Vila de Rei e Proença-a-Nova, a trinta e nove graus e sete segundos de latitude norte e a um grau, seis minutos e cinquenta e três segundos de longitude oriental do meridiano de Lisboa.
Cardigos contempla à sua volta as serras do Bando, Amêndoa, Melriça, Alvaiázere, Alvéolos, Moradal, Perdigão e S. Mamede e as Vilas de Amêndoa, Vila de Rei, Figueiró dos Vinhos, Cernache do Bonjardim, Nisa, Castelo de Vide e Marvão. Sendo que, o seu terreno é acidentado, dá origem a numerosos cursos de água de pequena corrente, tributários das ribeiras do Bostelim e da Pracana.
Hoje em dia, Cardigos é conhecido pela sua indústria de velas, artesanto de linho, indústria de presuntos, queijaria, pastelaria e também pela sua linda paisagem.  
Em 1525 chamava-se Cardigos ou Bichieira indiferentemente. Havia nesta vila uma família de apelido Cardigos de quem a localidade herdou o nome. Em documentos oficiais aparecem, ainda, vários nomes dados a Cardigos como Brucheira, Bichieira, Buchieira, Abucheria, Vichieyra e, finalmente de Cardigos como aparece já no alvará passado por D. João IV. de 5 de Fevereiro de 1643 .
A fundação de Cardigos está envolta no longínquo passado, mas a avaliar pelos vestígios megalíticos (dolmens, antas) pensa-se ter havido nesta região ocupação muitos séculos antes de Cristo. Situada como a localidade de Amêndoa num ponto de ligação de várias redes de comunicação da Hispania são encontrados vários testemunhos romanos como algumas pontes, templos, aquedutos, etc. Outros vestígios foram ainda localizados tais como inscrições funerárias e todo um espólio da época Romana onde se destacam várias alfaias agrícolas. Seguindo a tradição Romana muitos nomes de localidades derivam de plantas, animais, e minerais (Moreira, Ferreira). Foi esta civilização que aqui desenvolveu a agricultura e culturas como a oliveira e a vinha às quais se juntam árvores de frutos, cereais, e explorações de minérios como o ouro, ferro, estanho, etc..
Do povo imigrado do norte da Europa, os Visigodos, poucos foram os vestígios deixados sendo certo que em 711 esta região foi ocupada pelos muçulmanos que aqui se fixaram com a sua cultura até ao início da reconquista Cristã levada a cabo por Afonso Henriques com a ajuda das ordens militares religiosas como a dos Hospitalários, e Templários, até finais do séc. XIII. Tal como a freguesia de Amêndoa o primeiro domínio de Cardigos é dado aos cavaleiros templários passando mais tarde para o domínio da Ordem de Malta. Durante o reinado de Filipe II de Espanha, em 1605, Cardigos é elevado a sede de Comarca. Já no séc. XIX e depois de pertencer ao Concelho de Vila de Rei, Cardigos passa para a área do Concelho de Mação em 1878.
 
Localidades
Arganil, Azinhal, Azinhalete, Cardigos, Carrascal, Carvalhal, Casais de S. Bento, Casalinho, Casas da Ribeira, Chaveira, Chaveirinha, Colos, Corujeira, Freixoeirinho, Freixoeiro, Lameirancha, Mesão Frio, Moita Recome, Pracana da Ribeira, Pracana do Outeiro, Roda, Sarnadas, Vales, Vinha Velha.
 
 

sábado, 18 de outubro de 2014

UMA FOTO DE CADA ALDEIA DA FREGUESIA DE CARDIGOS, MAÇÃO

FONTE ROMANA DE CHÃO DO PIÃO, CARDIGOS, MAÇÃO
VISTA DE CARDIGOS A PARTIR DO RESTAURANTE "SOLAR DO MOINHO"
ESCOLA DE ARTES DA CHAVEIRA DE CARDIGOS
FREIXOEIRINHO
OUTEIRO DA PRACANA

 VISTA AÉREA DA RODA DE CARDIGOS
 VISTA GERAL DE CASAS DA RIBEIRA
 MESÃO FRIO DE CARDIGOS
 VISTA AÉREA DA RODA
MOITA RICOME DE HÁ MUITOS ANOS