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segunda-feira, 20 de abril de 2026

IGREJA DA MADALENA (LISBOA)




  Igreja da Madalena (Lisboa)

A Igreja da Madalena é uma igreja católica situada no centro histórico de Lisboa, na zona da Baixa, próxima da Sé.

 Resumo histórico

Foi fundada no século XII por ordem de D. Afonso Henriques. 

Ao longo dos séculos, sofreu várias destruições e reconstruções:

1363 – destruída por um incêndio

1600 – danificada por um ciclone

1755 – praticamente destruída no Terramoto de Lisboa de 1755

Foi reconstruída definitivamente no século XVIII por ordem da rainha D. Maria I, com alterações finais em 1833. 

 Características

Apresenta um portal em estilo manuelino, classificado como Monumento Nacional. 

O interior possui talha dourada, mármores e obras de arte, incluindo pinturas de Pedro Alexandrino de Carvalho e esculturas de Machado de Castro. 

 Curiosidade

No local existiriam vestígios de um templo romano dedicado à deusa Cibele, anteriores à igreja. 

 Em resumo:

A Igreja da Madalena é um templo histórico de Lisboa, marcado por sucessivas reconstruções ao longo dos séculos, destacando-se hoje pelo seu portal manuelino e riqueza artística interior.

VISITA À IGREJA DE SANTO ANTÓNIO DE LISBOA E PÁDUA










 Igreja de Santo António de Lisboa 

A Igreja de Santo António de Lisboa é um dos templos religiosos mais emblemáticos de Lisboa, situada no bairro de Alfama, junto à Sé.

Origem e importância

Foi construída no local onde nasceu Santo António de Lisboa (também conhecido como Santo António de Pádua), em 1195.

É um importante centro de devoção, atraindo fiéis de todo o mundo.

 História

A igreja original foi erguida no século XV.

Foi destruída pelo Terremoto de Lisboa de 1755.

Reconstruída no século XVIII, durante o reinado de D. José I de Portugal, com apoio popular.

 Características

Estilo barroco simples no exterior.

Interior mais ornamentado, com destaque para o altar dedicado ao santo.

Possui uma cripta que marca o local exato do nascimento de Santo António.

Tradição cultural

Está fortemente ligada às Festas de Lisboa, especialmente no dia 13 de junho, dedicado a Santo António.

É um símbolo do casamento e do amor, sendo comum a realização de cerimónias e bênçãos.

 Em resumo: a igreja é um local histórico, religioso e cultural que celebra a vida de Santo António e ocupa um papel central na identidade lisboeta.


 

sexta-feira, 11 de março de 2022

O RITUAL DOS CASAMENTOS, NOS ANOS 60 DO SÉCULO XX

Depois de algum tempo de namoro, pensavam no casamento, que era um acontecimento para toda a aldeia. Muitos casamentos realizavam-se antes do Carnaval, porque nse comia carne na Quaresma e para aproveitar ainda as couves tronxudas Por aquilo que conheci diretamente, depois de convidar os padrinhos, vinham trazer os bolos fintos, um bolo grande, finto, tipo burnil, para a madrinha e um bolo finto para cada membro da família. Depois de volta levavam massas, um chispe inteiro, um Paio nascediço Um dia antes do casamento matavam-se as cabras, lavava-se a bandova com cal e água para ficar bem limpo. Daí faziam-se saquinhos para encher os maranhos. Era umaazáfama, as mulheres, umas a cozer o pão, outras a ir buscar as couves à horta, a matar as galinhas, outras a fazer o arroz doce. Os carpinteiros faziam as mesas. Se o tempo estava bom eram feitas nos quintais, se chovia eram feitas em casa. Os bancos eram uns paus redondos ao alto e com umas tábuas por cima. No dia do casamento era servido um almoço, de manhã, antes de sair para a igreja. Comia-se canja, arroz de reguinguelho, muito bom. De seguida o noivo ia buscar a noiva a casa dela, com os convidados. Seguiam, a maior parte das vezes, a pé. Quando o casamento chegava, estavam duas filas de raparigas com pratos cheios de papelinhos coloridos, folhas de laranjeira cortadas pequeninas que atiravam aos noivos. Os padrinhos punham uma mão cheia de confeitos no prato, rebuçados, ervilhanas, paciências. Depois chegava a altura dos gaiatos entrarem em ação, apanhar na rua cheia de mato, os confeitos que os padrinhos atiravam. Vinha o jantar de casamento. Era ver as cozinhas cheias de caldeiras tapadas com tampas de madeira para resguardar. A refeição era constituída por canja, grão com arroz e carne de porco, o cozido, que também era acompanhado com a carne de porco e o belo maranha, carne fresca, como era chamada nessa altura à carne de cabra, arroz torrado com galinha, A sobremesa era bolo finto, pão leve e arroz doce. Depois disto tudo ainda era servido pão com queijo picante, diziam que era a chave do coração. Ao domingo continuava a festa com almoço e jantar e segunda feira ainda havia o jantar ao meio-dia para os padrinhos e para as pessoas que traziam as visitas. A visita dos padrinhos era igual para todos: umas batatas, uma quarta de azeite, uma bacia, seis pratos, dois lençóis, uma toalha de mesa, duas toalhas de rosto, meio alqueire de trigo e um risco de toucinho.