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quarta-feira, 22 de abril de 2026

A TRADIÇÃO DA CULTURA DO MILHO


Fradição da cultura do milho
 
A tradição da cultura do milho é uma das mais antigas e importantes da história da humanidade, especialmente nas Américas. O milho não é apenas um alimento — ele carrega significado cultural, religioso e social em muitas civilizações.
 
Origem e domesticação do milho
 
O milho foi domesticado há cerca de 9.000 anos no atual território do México, a partir de uma planta selvagem chamada teosinto. Povos indígenas transformaram essa planta ao longo de gerações, criando o milho que conhecemos hoje.
Civilizações como os Maias, Astecas e Incas dependiam profundamente do milho como base alimentar.

Significado cultural e espiritual
 
Para muitos povos indígenas, o milho é sagrado. Na mitologia maia, por exemplo, os seres humanos teriam sido criados a partir do milho. Ele aparece em rituais, festivais e cerimônias agrícolas, simbolizando vida, fertilidade e abundância.

 O milho na alimentação tradicional

 O milho é extremamente versátil e está presente em diversas culinárias pelo mundo:

Na América Latina: tortillas, tamales, arepas

Em Portugal e outros países europeus: broa de milho

Na Itália: polenta

No Brasil: pamonha, canjica, milho cozido

Cada região adaptou o milho às suas tradições e ingredientes locais.

Festividades e tradições populares
 
O milho também está no centro de várias celebrações:

Festas de colheita nas comunidades rurais

Festas Juninas, onde o milho é o ingrediente principal

Cerimônias indígenas de agradecimento à terra

Importância atual

Hoje, o milho continua sendo uma das culturas agrícolas mais importantes do mundo. Além da alimentação humana, ele é usado para ração animal, biocombustíveis e produtos industriais.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

TRADIÇÃO DA CULTURA DO MILHO

O meu milho. Semeei um punhado para recordar os tempos passados. É um misto de sentimentos: trabalho, alegria, saudade. Aos 14/15 anos já sachava o milho.Depois do nosso, trabalhava à jorna. Ranchos de raparigas na tapada do vale de Mateus, a sachar e a cantar, uma alegria. Sempre gostei de ir para lá, os patrões não eram garganeiros. Como o meu milho está fora do meu quintal, aproveito a água toda, até a da máquina de lavar, para o ogar, ele lá está bem verdinho. Faz-me lembrar quando íamos lavar a roupa à ponte do Pereiro, a água já estava branca do sabão, a minha saudosa tia Delmira regava a hortaliça e dizia com muita graça, até os tomates são mais saborosos. A vida está cheia de recordações. Haja saúde e tudo de bom para todos.

domingo, 28 de abril de 2019

MEMÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA - DESFOLHADAS




O TRABALHO DO MILHO NA MINHA ALDEIA

Antigamente, os aldeãos cultivavam o milho nas hortas, 
Era um trabalho muito árduo, desde a preparação do terreno, sementeira, rega, com processos rudimentares, como seja o uso de uma picota para tirar água com um balde que levavam ao poço e puxavam para um reservatório, a fim de a encaminhar para o terreno, onde o milhareiro a recebia, com alegria para não morrer de secura.
Seguiu - se o processo da nora, que era um engenho puxado, normalmente, por um burro, andando à volta da nora para puxar água do poço, através de alcatruzes, que encaminham a água para a rega do milho, através de regos, que têm que ser calcados para a água não se perder. 
Eu e o meu irmão, em tempo de férias, Agosto, descalços, fazíamos esse trabalho, de que muito gostávamos.
faziam - se tranços nos regos, na horizontal e, dos tranços, a água ia para leiras.
Agora o pouco milho que ainda se cultiva é regado com mangueira ou mesmo só esperando a água da chuva.
Claro que já existem as regas artificiais que facilitaram muito o trabalho de outros tempos.
Quando o milho ainda não estava bem maduro tirávamos algumas maçarocas para grelhar e comer com manteiga.
Quando já estava maduro tirava-se a extremidade, chamada bandeira, que se utilizava para feno dos animais,
A seguir apanhavam - se as espigas do milho e levavam - se para as eiras, fazendo um monte, colocando na base, escondidas, melancias.
Aos serões juntavam-se as pessoas da aldeia para ajudarem a desfolhar as espigas do milho, tirando as folhas ou camisa.
Era uma alegria neste trabalho de convívio, cantando e conversando.
Sempre que saía uma espiga de milho preto, os rapazes iam dar abraços às meninas do grupo.
Ao acabarem o trabalho comiam-se as melancias, continuando o convívio.
Nos outros dias íamos para outras desfolhadas de outros vizinhos.
As espigas de milho, depois, eram malhadas, na eira, com moeiras ou manguais, pelos homens e as mulheres cozinhavam para todos.
Mais tarde quando as folhas do milho estavam bem secas, cortavam-se às tirinhas para pôr, no enchimento dos colchões. Também se utilizavam para alimentar os animais.
Os  grãos do milho eram levados para moinhos, movidos a vento ou a água, afim de serem moídos e transformados em farinha para o pão ou  papas.
Os moinhos na ribeira eram comunitários e cada um moía de sua vez.
Os fornos onde se cozia o pão eram também comunitários, cozendo cada um de sua vez. se, entretanto acabasse o pão pediam um emprestado a quem acabasse de cozer e depois devolvia.
Nunca esquecerei esta minha memória de belos tempos, na minha aldeia que é Chaveira de Cardigos, Mação, Santarém.



Gracinda Tavares Dias

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

TRADIÇÕES: OS TRABALHOS RELACIONADOS COM O MILHO



título: Pão e outros elementos
Técnica: óleo s/tela
Autora Gracinda Tavares Dias


A REGA DO MILHO
 
                                            antiga nora (engenho para tirar água do poço)

Um animal andava à volta da nora e com o movimento circular de vai vem, através de alcatruzes, a água era despejada num reservatório mais alto e vertida através de regos pelo meio do milho e encaminhada através de leiras e tranços para o milho ficar regado.

Nos dias de hoje, a água é tirada com um motor de rega e água-se com uma mangueira.

Para grandes extensões de cultivo usam-se sistemas de rega automática.