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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

SABEDORIA POPULAR "MEMÓRIAS"

A MINHA BONECA

Por:

Elvira Tavares (Fidalgo)

Moita Ricome de Cardigos, para um dos Boletins Trimestrais, da Misericórdia de Cardigos

 Sinto-me triste a valer
Estou fartinha de pensar
Mas não consigo saber
E não posso adivinhar

Por que é que Jesus Menino

Com os anjinhos do céu

Nada pôs no sapatinho

E pela janela não desceu.

 

Deixei a janela aberta

E lá dentro uma luzinha

Para o Menino saber

Onde era a minha casinha.

Que triste a minha ansiedade!

Vou confessar o meu segredo:

Não fiz uma só maldade

Para não merecer um brinquedo!

 

Uma boneca, meu Deus!

Com lindos cabelos de ouro,

Os olhos da cor do céu

Eram para mim um tesouro!

Nas palminhas andaria,

Cheia de rendas e laços,

Grandes sonos dormiria,

Embalada nos meus braços.

 

Minha mãe que é pobrezinha,

Beijou-me ao ver-me chorar

E disse:

 minha filha, o Menino há-de voltar,

Tua boneca hás-de ter.

Ajoelha e põe as mãozinhas.

Que Jesus não pode esquecer

As crianças pobrezinhas!

 

Meu Jesus, o meu sapatinho

Por ser velho não mereceu

Que a tua doce mãozinha

Me trouxesse lá do céu.

Uma boneca, ó Deus Menino!

Ouve, agora, esta oração

Dá-me um lugar pequeno

Dentro do teu coração!

 

   PADRE  CRUZ

(Transmitido por Ti Rosa, do Freixoeiro de Cardigos, para o 4º Boletim Trimestral da Misericórdia de Cardigos)

Já morreu o Padre Cruz,

Um Apóstolo de Jesus,

O mais santo dos velhinhos,

As leis de Cristo cumpria,

Aos ricos ia pedir

Para dar aos pobrezinhos.

Era santo com certeza

Esse amigo da pobreza,

E venerado ancião.

Andava pelos portais, cadeias e hospitais

Na mais digna devoção.

 

Os milagres que ele fez

São para sempre lembrados.

Foi tantas vezes a pé,

Foi levar a sua fé

Aos mais velhos povoados.

 

Rico ou pobre

Velho ou novo

Tinha bem por ele o povo

A mais santa devoção.

As crianças quando o viam

Ao seu encontro corriam

Para lhe beijar a mão.

 

Padre Cruz pediu a Deus

Que a sua hora derradeira

Fosse a uma sexta-feira

Dia em que Cristo morreu

E por divina bondade

Deus satisfez-lhe a vontade.

Diz o povo que hoje chora

Como queria, sucedeu,

No mesmo dia morreu

E, também à mesma hora.

 

OS DOIS ÓRFÃOS

Por:

Ti Elvira Tavares, de Moita Ricome de Cardigos, para o Boletim Trimestral da Misericórdia de Cardigos

O que fazes ó criança,

Em cima desse penedo?

Estou a olhar para o cemitério

Quero lá ir, tenho medo.

 

O que vais tu lá fazer,

Se tu lá não vês ninguém?

Quero ir beijar a campa,

Onde já está a minha mãe.

Então, tu já não tens mãe?
Criança tão pequenina!

Também morreu o meu pai,

Sepultado numa mina!

 

O que fazes ó criança,

Neste mundo sem ninguém?

Estou com o meu irmão

Que órfão ficou também.

 

O que faz o teu irmão

Para te poder sustentar?

Anda a pedir pelas portas

Quem esmola lhe quer dar.

 

E tu vai pedir também

Para ajudar o teu irmão.

Já sabem que tu és órfã

 Já ninguém te diz que não.

 

Se tu fosses minha mãe

Não me falavas assim.

Beijavas-me e abraçavas-me
Como dantes era assim!
 
A boca com que eu te beijava
Já de terra a enchi.
Os braços com que te abraçava
Já não têm sabor, nem fim.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A TRADIÇÃO DO PAI NATAL

Personagens lendários



Sinterklaas ou São Nicolau, considerado por muitos o Papai Noel(ou Pai Natal) original.
Uma série de figuras de origem cristã e mítica têm sido associadas ao Natal e às doações sazonais de presentes. Entre estas estão o Papai Noel (Pai Natal em Portugal), também conhecido como Santa Claus (na anglofonia), Père Noël . 
A mais famosa e difundida destas figuras na comemoração moderna do Natal em todo o mundo é o Papai Noel, um mítico portador de presentes, vestido de vermelho, cujas origens têm diversas fontes. A origem do nome em inglês Santa Claus pode ser rastreada até o Sinterklaasholandês, que significa simplesmente São Nicolau. Nicolau foi bispo de Mira, na atual Turquia, durante o século IV. Entre outros atributos dados ao santo, ele foi associado ao cuidado das crianças, à generosidade e à doação de presentes. A sua festa em 6 de dezembro passou a ser comemorada em muitos países com a troca de presentes
São Nicolau tradicionalmente aparecia em trajes de bispo, acompanhado por ajudantes, indagando as crianças sobre o seu comportamento durante o ano passado antes de decidir se elas mereciam um presente ou não. Por volta do século XIII, São Nicolau era bem conhecido nos Países Baixos e a prática de dar presentes em seu nome espalhou-se para outras partes da Europa central e do sul. Na Reforma Protestante nos séculos XVI e XVII na Europa, muitos protestantes mudaram o personagem portador de presentes para o Menino Jesus ou Christkindl e a data de dar presentes passou de 6 de dezembro para a véspera de Natal.
No entanto, a imagem popular moderna do Papai Noel foi criada nos Estados Unidos e, em particular, em Nova York. A transformação foi realizada com o auxílio de colaboradores notáveis, incluindo Washington Irving e o cartunista germano-americano Thomas Nast(1840-1902). Após a Guerra Revolucionária Americana, alguns dos habitantes da cidade de Nova York procuraram símbolos do passado não-inglês da cidade. Nova York tinha sido originalmente estabelecida como a cidade colonial holandesa de Nova Amsterdã e a tradição holandesa do Sinterklaas foi reinventada como São Nicolau.

AMIGO SECRETO OU OCULTO

AMIGO SECRETO OU OCULTO


No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.
Acredita-se que a brincadeira venha dos povos nórdicos. Porém, é também uma brincadeira de costumes e tradições de povos pagãos. A brincadeira popularizou-se no ano de 1929, em plena depressão onde, quem não tinha dinheiro para comprar presentes para todos se fazia a brincadeira para que todos pudessem sair com presentes.

Já vai sendo costume a troca de presentes à sorte.
Põem-se todos os presentes dentro de um grande saco e uma das pessoas sem ver,tira um ao acaso para uma pessoa qualquer que se indicar.
Todos põem um presente e recebem o que lhe calhar dos outros.
Isto acontece, normalmente, na comemoração de um almoço ou jantar de Natal, de determinado grupo de trabalho ou lazer.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

CARIL DE CAMARÃO À MODA MOÇAMBICACANA

Caril de camarão à moda moçambicana
 
Ingredientes que irá precisar

4 ou 5 dentes de alho
1 colher de chá de cominho
Um pouco de açafrão
Leite de coco
1 cebola grande
1 kg de camarão
1 pimentão verde
2 colheres de sopa de coentro
Piri-piri para quem gosta

Como Preparar Caril de Camarão

1. Pile o alho e misture (moendo)
com o cominho, o açafrão e o
pimento .
2. Pique a cebola e coloque na
panela juntamente com o camarão
e as as especiarias que
misturamos no passo 1
3. Não se esqueça de adicionar o
leite de coco em seguida e o
coentro se quiser.
4. Deixe cozer até engrossar.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

HISTÓRIA E TRADIÇÕES DO NATAL

 




Presépio e Árvore reciclada
Santa Casa da Misericórdia de Cardigos e Portal da Escola de Música


NASCIMENTO DE JESUS

A principal celebração religiosa entre os membros da Igreja Católica e de diversos outros grupos cristãos é o serviço religioso da Véspera de Natal ou o da manhã do dia de Natal.
Na teologia cristã, o nascimento de Jesus é a Encarnação de Jesus como segundo Adão como realização da vontade de Deus, para desfazer o dano provocado pela queda do primeiro homem, Adão.
As representações artísticas da Natividade tem sido um grande tema para os artistas cristãos desde o século IV.
Desde o século XIII, o presépio enfatiza a humildade de Jesus e promove uma imagem mais terna d' Ele, um importante ponto de inflexão em relação às mais antigas imagens do "Senhor e Mestre", o que acabou por influenciar o ministério pastoral do Cristianismo.
Os Evangelhos canónicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia de uma mãe ainda Virgem. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo e Jesus nasceu durante a viagem numa
simples manjedoura.
Os Anjos proclamaram-No Salvador de todas as pessoas e os Pastores vieram adorá- Lo.
No relato de Mateus, astrónomos seguiram uma Estrela para Belém para levar presentes a Jesus, nascido o "Rei dos Judeus".
O Rei Herodes ordena, então o massacre de todos os garotos com menos de dois anos, da cidade, mas a família de Jesus escapa para o Egipto e depois volta para Nazaré, um evento que tradicionalmente marca o fim do período conhecido como "Natividade".

DECORAÇÔES DE NATAL

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de Natal e guirlandas.
Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração, mais bonita, com direito a receber um prémio.

ÁRVORE DE NATAL

A árvore de Natal é considerada por alguns como uma "cristianização" das tradições  e rituais pagãos em torno do Solstício de Inverno, que incluía o uso de ramos verdes, além de ser uma adaptação da adoração pagã das árvores.
Outra versão sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de procedência, uma das mais populares atribui a novidade ao Padre Martinho Lutero (1483/1543), autor da Reforma Protestante do século XVI.
Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado, parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores.
Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a mulher e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um pouco. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram admirados ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal.
Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

TRADIÇÃO DO PRESÉPIO

A tradição católica diz que o presépio surgiu em 1223, quando São Francisco Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de São José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais.
Foi nesse cenário que se celebrou a missa de Natal.
O sucesso dessa representação do presépio foi tanto que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e de lá foi descendo até às classes mais pobres.
Em todas as religiões cristãs é consensual que o presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.
Em Portugal, é costume montar a Árvore de Natal, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do país.
No dia 6 de Janeiro, comemora-se o Dia de Reis, data que assinala a chegada dos Três Reis Magos a Belém, encerrando a magia do Natal, quando a Árvore de Natal e demais decorações natalinas são desfeitas.



























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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

AMOR VERDADEIRO

Amor verdadeiro é aquele onde duas pessoas se amam, independente das situações e problemas que  possam viver. O amor verdadeiro é aquele onde nada abala e que resiste a qualquer dificuldade em que o casal se une nos momentos ruins e celebra todos os momentos alegres juntos.
Amor verdadeiro é um tema muito discutido, muitas pessoas duvidam se ele realmente existe. Com a promiscuidade existente, muitas pessoas deixaram de acreditar no amor verdadeiro, e isso geralmente acontece depois de vivenciar experiências ruins, como traição, falta de confiança, humilhação etc.
Alguns afirmam que o amor verdadeiro só acontece quando as duas pessoas têm amor por elas próprias. De igual forma, o amor verdadeiro vai muito além do romantismo e do erotismo, é uma questão de empenho, trabalho, cuidado e um forte compromisso diário.
Muitas pessoas acreditam que o cada um constrói seu próprio amor verdadeiro, não existem padrões, existem as qualidades e exigências que fazem cada um feliz, de acordo com suas preferências e vontades.
O amor verdadeiro é diferente da paixão, ele não se concentra em coisas fúteis e pequenas, ele se preocupa com o grande, com os sentimentos, com os benefícios que o relacionamento traz, mas o amor verdadeiro não é necessariamente eterno. Muitas vezes um amor verdadeiro morre quando uma das partes envolvidas quebra a confiança existente.
Muitas vezes o amor verdadeiro está relacionado com temas religiosos ou com Deus, porque quem acredita em Deus, acredita que Ele é a fonte de amor, e demonstra um amor verdadeiro aos seres humanos.
É muito comum encontrar pessoas que sentem uma forte necessidade de encontrar o amor verdadeiro e expressar o amor verdadeiro que sentem por outra pessoa. Hoje em dia, existem várias páginas e comunidades dedicadas ao amor verdadeiro em várias redes sociais como o facebook, com partilha de fotos e poemas sobre amor verdadeiro.
Nicholas Sparks, escritor americano de vários romances populares afirma: "Finalmente entendi o que significa o verdadeiro amor. Amor quer dizer que você se importa mais com a felicidade da outra pessoa do que a sua própria. Não importa o quão dolorosas sejam as escolhas que você tiver que enfrentar

AMOR AO LONGO DOS TEMPOS

 Desde a Pré-História até o século XXI, as vivências do amor e do sexo têm sido moldadas culturalmente. Dogmas religiosos, interesses políticos, aspectos morais, econômicos e sociais e paradigmas de vários tipos foram influenciando os comportamentos de homens e mulheres. Constantes mutações ocorreram. Se houve um período em que a participação masculina na procriação foi ignorada, haveria outro em que a certeza da paternidade faria dos homens senhores absolutos e, das mulheres, criaturas submissas e cativas em seus próprios lares. Durante a Antiguidade Clássica, por exemplo, os gregos entendiam o amor como distração ou aflição imposta pelos deuses, e a relação entre dois homens era vista como exercício de força e virtude. Na Idade Média surgia o cavalheirismo, a corte e a renúncia total ao corpo. Todavia, a repressão do desejo jamais se processa impunemente. Antes da revolução sexual promovida no século XX pelo surgimento da pílula e dos movimentos feminista e gay, milhares foram queimados em fogueiras pela associação do erotismo ao demônio. O namoro virtual na internet tem suas correspondências com épocas anteriores. Embates, repetições, fraqueza, força, virtude, pecado, glória ou perdição, liberdade ou posse, dissociados ou inseparáveis, vinculados ao casamento, à monogamia ou à infidelidade, sempre estiveram presentes nas relações humanas. Enfim, depois da longa viagem, Regina escreve, ao final, que cada época constrói suas experiências amorosas de modo diferente e revela como o amor se modificou em importância e qualidade ao longo dos tempos. Ela reflete que valores e crenças do passado ainda nos afetam, muitas vezes limitando nossas vidas. Mas também mostra que existe a opção de não repetir as experiências anteriores e buscar mais satisfação e prazer, com atitudes mais libertadoras. É uma questão de escolha, diz ela, depois de mapear milênios de história e de lançar um olhar corajoso sobre o velho tema

VÁRIOS TIPOS DE AMOR

Amor é um sentimento de carinho e demonstrações de afeto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar. O amor motiva a necessidade de proteção e pode se manifestar de diferentes formas: amor materno ou paterno, amor entre irmãos (fraterno), amor físico, amor platônico, amor à vida, amor pela Natureza, amor pelos animais, amor altruísta, amor-próprio, etc.
O amor físico ou Eros representa o amor entre casais, sentimento que envolve uma forte ligação afetiva e, em geral, uma ligação de natureza sexual.  É normalmente simbolizado através do desenho de um coração e o cupido é a figura mitológica que personifica o amor.
O amor provoca entusiasmo por algo e interesse em fazer o bem, por exemplo, amor à natureza ou amor aos animais. O amor a Deus demonstra uma ligação de caráter religioso, um sentimento de devoção e adoração. O amor de Deus é conhecido como amor Ágape, que é incondicional, único e impossível de ser descrito com exatidão. O amor a Deus é um mandamento em muitas religiões, não só as cristãs.
Muitas pessoas expressam os seus sentimentos mais profundos através de mensagens de amor, declarações de amor ou poemas de amor, que são compartilhadas com pessoas especiais. O amor também tem um papel social, alimentando outros ações e sentimentos como a solidariedade.
Um amor proibido acontece quando duas pessoas não podem estar juntas, quando o relacionamento entre elas não é permitido. Um caso de amor proibido é o de Romeu e Julieta, porque as suas famílias eram rivais. Muitas vezes os amores proibidos são os mais almejados.
Amor é um termo popular para designar uma pessoa encantadora, agradável, gentil e simpática. O termo pode ser usado como adjetivo "a criança é um amor" ou vocativo "amor, estou aqui".
Existem várias definições e tipos de amor, que são diferentes dependendo das pessoas e circunstâncias.

CANTIGAS DE AMIGO

Na lírica medieval galego-portuguesa uma cantiga de amigo é uma composição breve e singela posta na voz de uma mulher apaixonada. Devem o seu nome ao facto de que na maior parte delas aparece a palavra amigo, com o sentido de pretendente, amante, esposo.
As cantigas de amigo procedem de uma reelaboração culta da lírica popular anterior. São, portanto, de origem autóctone, a partir do contacto da lírica pré-trovadoresca popular, já reelaborada nas cortes, com a lírica cortesã occitana (a cançó). A primeira contribuiu com o feminismo, o paralelismo e o refrão e a segunda com o formalismo, o esteticismo e a corte.
Ainda que todos os poetas medievais fossem homens, utilizavam o ponto de vista feminino nas cantigas de amigo, que têm como tema o erotismo feminino e os conflitos resultantes da ausência do 'amigo'. Caracterizam-se formalmente pela repetição (paralelismo, leixa-pren e refrão).


Manuscrito das cantigas de amigo de Martín Codax

O tema fundamental é o sofrimento por amor (às vezes, a morte por amor), motivado normalmente pela ausência do 'amigo'. Às vezes apresentam-se formas em que se engana à mãe vigilante, ou se mostra alegria no regresso do amigo e outras ciúmes ou ansiedade. A voz poética é a de uma jovem que relata as suas vivências amorosas, ora num monólogo, ora num diálogo com suas amigas, irmãs ou inclusive com a mãe. Os estados de ânimo são diversos e incluem a alegria pela chegada do amigo, a tristeza pela sua ausência ou a ansiedade pelo seu regresso, o desejo de vingança, ciúmes, etc. Os ambientes nos qual decorrem são o campo, o mar ou a casa: a fonte, aonde foram procurar água ou lavar o cabelo, o rio ou a peregrinação.
As personagens que intervêm são:
  • A amiga, que é com frequência a voz poética. Por vezes é ingénua, outras narcisista, outras comporta-se de maneira esquiva ou é vingativa.
  • A mãe, que representa geralmente o código social proibitivo.
  • Confidentes: a mãe, uma amiga, a irmã, outras noivas, a natureza (as flores, as ondas do mar), etc.
  • O amigo, frequentemente ausente.
Distinguem-se vários sub-géneros:
  • Barcarolas ou marinhas: Ocorrem na presença do mar, que adquire certa personalização ao se lhe dirigir a amiga como seu confidente.
  • Cantigas da peregrinação: A amiga está num santuário, ermita ou capela, lugar de reunião que serve de pretexto para o encontro dos apaixonados. Este contexto é exclusivo da literatura galego-portuguesa.
  • Dançadas: Composições alegres e festivas nas quais se realiza um convite à dança.
  • Alvas, albas ou alvoradas: Faz-se referência ao amanhecer; nas "alvas" provençais os amantes separavam-se após terem pernoitado juntos.
As cantigas de amigo têm uma estrutura muito formalizada e rígida que se baseia na repetição. Os elementos característicos são:
  • Paralelismos: repetição da mesma ideia em duas estrofes sucessivas nas que só mudam as palavras finais de cada verso ou a ordem delas, com o que varia a rima.
  • Leixa-prén: repetição dos segundos versos de um par de estrofes como primeiros versos do par seguinte, o que acentua o paralelismo entre as estrofes que o possuem.
  • Refrão: verso ou versos repetidos ao final de cada estrofe.
Os poetas mais destacados que compuseram cantigas de amigo foram Meendinho, Pero Meogo, Martín Codax, João Zorro, João de Cangas, Johan Airas e D. Dinis.

 


 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

LENDA DE SÃO MARTINHO 11/11

Lenda do São Martinho
 
Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.

Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.
 

sábado, 8 de novembro de 2014

FESTA DOS 10 ANOS DO "PEAC" de Chaveira Cardigos, Mação, Santarém, Portugal


No dia 24 de Outubro do ano 2014, comemorámos o 10.º aniversário de funcionamento do Projeto Escola de Artes e Lazer da Antiga Escola Primária da Chaveira de Cardigos, em partilha de saberes e voluntariado.

A festa constou de um almoço de confraternização, no restaurante "O REGIONAL", em Cardigos de Mação.
Não faltou o lindo bolo enfeitado com o tradicional lenço dos namorados, com frases e palavras de amor, mas cheios de erros ortográficos, como era naquele tempo.

Tivemos oferta de uma garrafa de champanhe para brindar. Cantámos os habituais PARABÉNS ao grupo.

A Dona Lurdes Reseo, por ser a mais velha, apagou as velas e disse umas palavrinhas que nos comoveram.
Salientou que estavam ali as fundadoras e que muito se tem ali aprendido e ensinado e que umas vão para aprender e saem e outras vão para ficar. Tem-se desenvolvido ali trabalhos de Bordados , Pinturas, Técnica do estanho, das escamas de peixe e muito mais técnicas interessantes.
Fez votos para que o grupo continue por muitos mais anos, em harmonia e que se continuasse sempre com o chá das 5, com o bolo e com os momentos de reflexão e oração à mesa.
Esta mesma senhora teve a lembrança de oferecer a cada um dos 15 elementos presentes uma estampa religiosa com lindos pensamentos, como recordação dos 10 anos do grupo.

Terminada a refeição dirigimo-nos à Igreja Paroquial de Cardigos, onde se fez uma visita ao Santíssimo  Sacramento da Eucaristia, com as nossas orações e cânticos.

Queremos ainda agradecer ao Município de Mação o espaço acolhedor que é a nossa antiga Escola Primária, onde fomos felizes e continuamos a ser.

À Junta de Freguesia de Cardigos, agradecemos a limpeza do espaço exterior da chamada "CASA DA CULTURA" da Freguesia de Cardigos.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

NOTÍCIA DE UM CENTENÁRIO EM MESÃO FRIO DE CARDIGOS, MAÇÃO, SANTARÉM

CENTENÁRIO DA TIA DO MEU MARIDO E MINHA POR AFINIDADE

ESTA NOTÍCIA SAIU NO JORNAL DE PROENÇA A NOVA

A FOTO FOI DIGITALIZADA E PUBLICADA NO MEU BLOGUE PARA RECORDAÇÃO

PARABÉNS E MUITAS FELICIDADES DOS SOBRINHOS

Virgílio Farinha Augusto e Gracinda Tavares Dias
 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ANTIGUIDADES DE MESÃO FRIO DE CARDIGOS, MAÇÃO, SANTARÉM, PORTUGAL

 PIO DAS MÓS DO LAGAR DE AZEITE, AINDA EM FUNCIONAMENTO
 MOINHO A ÁGUA COM AS MÓS E O RODÍZIO AINDA EM FUNCIONAMENTO
 OUTRO MOINHO A ÁGUA AINDA EM FUNCIONAMENTO
A ALDEIA QUE TEM ESTAS PRECIOSIDADES CHAMA-SE MESÃO FRIO

sábado, 18 de outubro de 2014

UMA FOTO DE CADA ALDEIA DA FREGUESIA DE CARDIGOS, MAÇÃO

FONTE ROMANA DE CHÃO DO PIÃO, CARDIGOS, MAÇÃO
VISTA DE CARDIGOS A PARTIR DO RESTAURANTE "SOLAR DO MOINHO"
ESCOLA DE ARTES DA CHAVEIRA DE CARDIGOS
FREIXOEIRINHO
OUTEIRO DA PRACANA

 VISTA AÉREA DA RODA DE CARDIGOS
 VISTA GERAL DE CASAS DA RIBEIRA
 MESÃO FRIO DE CARDIGOS
 VISTA AÉREA DA RODA
MOITA RICOME DE HÁ MUITOS ANOS

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

CENTENÁRIO DA MINHA TIA CONCEIÇÃO AUGUSTO, DE MESÃO FRIO DE CARDIGOS, MAÇÃO, SANTARÉM, BEIRA BAIXA

Bolo do centenário da minha tia Conceição Augusto, no dia 10/10/2014, em Mesão Frio de Cardigos, Mação, Santarém, Beira Baixa
A HOMENAGEADA DOS 100 ANOS
                                           grupo que participou na festa de Aniversário dos 100 anos

ESCOLA DE ARTES E PUBLICAÇÃO DE LIVRO

ESCOLA DE ARTES E PUBLICAÇÃO DO MEU LIVRO "Oferta de Tempo"